Indicadores da indústria regional crescem no acumulado do ano

 

 Pablo Santos 

Agosto foi um mês amargo para indústria regional. Os indicadores industriais retraíram nas empresas do Centro-Oeste no oitavo mês do ano devido a queda nas vendas do mercado interno. Em contrapartida, os números no acumulado do ano estão com saldo positivo, de acordo com os dados da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg).

Conforme os dados apresentados, os indicadores industriais da região Centro-Oeste apresentaram, em sua maioria, resultados negativos em agosto.

— O faturamento real recuou, em virtude da queda nas vendas para o mercado interno. As variáveis ligadas ao mercado de trabalhado - emprego e massa salarial - também recuaram. A primeira devido à redução na produção e a segunda em virtude do maior pagamento de rescisões no mês anterior — destacou a nota técnica da Fiemg.

O faturamento caiu 7,4% em agosto contra julho nas empresas regionais.  Apesar da queda, em outras comparações as vendas cresceram. Em agosto foi registrado alta de 3,4%, quando se compara com o mesmo período do ano passado.

De janeiro a agosto, o faturamento avançou 9,8%, quando se confronta com o mesmo período de 2016.

Acumulado cresceu

O emprego recuou 9,3% em agosto em relação a julho. Outra queda significativa foi de agosto para o mesmo período de 2016 representando declínio de 8,3%. Apesar da queda, no acumulado do ano, o emprego na empresas do Centro-Oeste cresceu 1,1%.

O único indicador com queda em três cenários é a massa salarial. Em agosto contra julho, a retração é de 6,2%. Comparando agosto contra o mesmo período do ano passado a queda foi de 2,5% e, no acumulado de 2017, a retração é menor 0,5%. A massa salarial representa a soma de todos os salários pagos aos trabalhadores durante o ano.

O relatório da Fiemg, também analisou as horas trabalhadas. Em agosto no confronto com julho, a queda foi de 1,6%. No acumulado de 2017 também teve declínio: 0,8%.

— As horas trabalhadas na produção apresentaram redução, motivada pelo decréscimo no emprego —ressaltou a nota.

 

 

Olho

 

As horas trabalhadas na produção apresentaram redução, motivada pelo decréscimo no emprego — nota da Fiemg

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