Igualdade do homem e mulher, vontade de Deus

Eduardo Augusto 

Estamos vivenciando e comemorando a semana da mulher, com ápice das comemorações e destaques para o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Oficializado pela Organização das Nações Unidas na década de 1970, este dia dedica-se à luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens.

É bem verdade que a oportunidade remetia à reivindicação por igualdade salarial, mas, atualmente, simboliza a luta das mulheres não apenas contra a desigualdade salarial, mas também contra o machismo e a violência – enfim, por respeito

É certo e bem cristalino que essa luta que vem desde os anos 70 e tem gerado grande evolução e conscientização em nossa sociedade, pois a batalha por desigualdade salarial se transformou em reconhecimento da mulher em todos os sentidos.

Hoje, a mulher tem conseguido seu espaço e a consideração da sociedade, basta ver o grande número de mulheres em postos de comando e direção, além dos exemplos das mulheres no convívio social.

Por onde enxergamos, a mulher está participando efetivamente na sociedade, por dias melhores para todos, não somente para elas.

Hoje, acredito que a luta é maior já não é mais para tratamento igualitário dentro da sociedade, mas para o combate à violência de homens contra a mulher.

Os números são alarmantes e nos envergonham como pessoa, como quem vive em sociedade. É inadmissível que, pelo fato de a pessoa ser mulher, venha ser agredida, violentada, humilhada ou constrangida.

E o mais grave que não estamos falando em níveis sociais, porque a violência contra a mulher está em todas as camadas sociais, seja na dos mais pobres, aos detentores de dinheiro e poder – basta ver as redes sociais, os telejornais e a imprensa em geral.

Em Divinópolis, temos uma grande rede de apoio à mulher que vem fazendo papel brilhante no apoio a essas mulheres prejudicadas e punição aos infratores. Isso se deve ao trabalho em conjunto das polícias Civil e Militar, Promotoria, do Judiciário e da sociedade civil, por meio das pessoas e das entidades que buscam o melhor para cidade e seus munícipes.

Mas a luta continua e deve persistir por dias melhores, pois, mesmo com todos os esforços de toda a rede de proteção, os números são ainda alarmantes quanto às mulheres que buscam apoio às autoridades depois da agressão, seja ela física, psíquica ou moral.

A Polícia Civil tem-se de destacado neste trabalho de prevenção e repressão às agressões a mulheres. O honrado Leonardo, a digna Gorete e suas respectivas equipes têm buscado cultuar ainda mais a postura do respeito às mulheres.

Participamos da Semana da Mulher, organizada pela Polícia Civil, onde verificamos todos os esforços para diminuição dos números de agressão e o efetivo apoio às mulheres agredidas – seja pelo papel instrutivo ou repressor do Estado.

Hoje mesmo grande número de pessoas da sociedade divinopolitana esteve presente ao manifesto público organizado pela Polícia Civil, a caminhada com tema "Não à violência contra a mulher" – é a sociedade exigindo o fim da violência contra a mulher.

E ainda hoje a programação continua, é importante a participação de toda a sociedade.

Pois bem, em Gênesis 1:27 temos que "Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e a mulher os criou". Vejam que Deus não fez acepção entre homem e mulher, não os colocou em patamares de criação diferentes, mas, ao contrário, um igual ao outro e como Deus. Portanto, não é o humano que vai criar diferenças entre ambos, por isso, devemos nos primar pelo respeito – seja do homem para com a mulher ou da mulher para com o homem, sem guerra de sexo/gênero.

Eduardo Augusto Silva Teixeira  -  Advogado

 

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