HUMILDADE E SINCERIDADE

A filosofia oriental, apresentada através da obra o Dhammapada, que significa literalmente “Caminho da Verdade”, contém fragmentos que irão encher nossa alma de sabedoria.  Hoje comentarei sobre a insensatez humana que acaba por dificultar-nos a encontrar nosso verdadeiro caminho pela vida.

“Se um insensato pode ver sua própria insensatez, ao menos nisto ele é sábio”.

Aqui se encontra uma grande virtude filosófica, a de reconhecermos aquilo que sabemos e aquilo que não.  Somente podemos encontrar algo, quando reconhecemos que realmente não o possuímos.  A virtude da humildade se faz presente em todos os momentos da nossa vida. Perceberemos esta virtude da Humildade sempre que encontramos e reconhecermos uma pessoa que pode nos ensinar algo. Daí que o dhammapada também diz: “pode, durante toda a sua vida, o insensato viver ao lado do sábio, sem nunca conhecer o caminho da sabedoria, assim como a colher não conhece o sabor da sopa”.

A sabedoria esta muito mais além das disputas de “Egos” que possam existir entre as pessoas. Verificamos esta tendência, por exemplo, na nossa política atual, em que sempre a chamada “oposição”, se diz fazer melhor do que a administração presente, até invertermos os papéis e encontrarmos com o mesmo “fenômeno”; no individual, presenciamos a mesma coisa, quando alguém assume uma determinada função, acabando por criticar o anterior com o lema de que “agora vai ser melhor”. Falta inteligência para somarmos esforços. Se lutarmos pelo belo, pelo bom e pelo justo, não existiria “partido”, nem “passado” e nem “futuro”, mas sim, continuidade e complementaridade.

O Professor e filósofo à maneira Clássica, Jorge Angel Livraga nos ensinava que “nada separa mais do que a igualdade, visto que somos desiguais. São as almas que devem estar unidas para salvar todos da separatividade”.

Outro fragmento do dhammapada diz que: “uma má ação pode não trazer reação imediata, assim como o leite fresco não se azeda em seguida, como fogo sem chama, oculto sobre cinzas; E se, para seu próprio mal, o insensato aumenta em inteligência, isto simplesmente destrói sua própria mente, e seu fardo é pior do que antes”.

O homem que perceber isto compreenderá facilmente que nossa conduta não depende de “truques” ou “espertezas”, mas sim de sinceridade e humildade para encontrarmos a sensatez necessária para que nossa vida se torne coerente com nossa condição humana. 

Professor e Filósofo à maneira clássica
Elismar José Alves
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