Hospital Regional é viável e dará lucro, diz Rinaldo Valério

Da Redação

O vice-prefeito de Divinópolis, Rinaldo Valério (PSDC), concedeu uma entrevista exclusiva ao Agora. O médico, que é servidor público do Município, já foi vereador em Divinópolis entre 1993-1996, vice-prefeito de 2005 a 2007 e também deputado estadual de 2008 a 2011. Rinaldo foi um dos articuladores da construção do Hospital Público Regional, o qual ele garante que se manterá e ainda dará lucros. De acordo com o vice-prefeito, o sistema de saúde é novo carro-chefe da economia divinopolitana. Rinaldo revelou ainda os seus planos para as eleições deste ano. 

Rinaldo, por que nem todas as promessas de campanha não começaram a ser implantadas? 
Nós pagamos R$ 60 milhões de dívida no primeiro ano de mandato. Sem esta dívida o Governo Galileu já estaria cumprindo as promessas de campanha no primeiro ano de governo. E para nossa decepção, em 2018 deparamos com a política do Governo Estadual, retendo em seus cofres exatamente R$ 60 milhões a que a Prefeitura tem direito, dificultando a administração municipal. Mesmo com toda esta dificuldade, estamos cumprindo o compromisso de campanha de pagar em dia o funcionalismo público e realizando obras como calçamento asfalto, rede fluvial, mudança no trânsito, escolas e iniciando implantação de ESF e iniciaremos agora o tão sonhado tratamento de esgoto do bairro Copacabana. 

Então como gerar emprego, renda e desenvolvimento em Divinópolis? 
Nossa proposta é seguir a nova vocação de Divinópolis para criar um novo boom de crescimento para o município. Nós, que já tivemos como sustentação da nossa economia a ferrovia, a siderurgia, as confecções, estamos nos especializando em atividades ligadas à prestação de serviço na área de saúde e educação. Divinópolis hoje é um polo regional de tratamento de saúde, temos grandes hospitais que resolvem quase todos os problemas da área médica das 54 cidades da macrorregião, que representa uma população de quase um milhão e 500 mil habitantes, da qual somos a sede.

Então, o sistema de saúde de Divinópolis está se tornando carro-chefe da nossa economia? 
Sim. O serviço de saúde pública e privado. Observe que, ao investir na saúde, estamos também criando empregos, nos postos de saúde, na UPA, na Policlínica. Hoje a educação e a saúde têm o maior número de funcionários públicos municipais. E como estamos abrindo novas ESF’s, criaremos mais empregos para médicos, enfermeiros, porteiros, pessoas para limpeza e serviços indiretos. O maior investimento é da rede privada. Seus hospitais estão crescendo e gerando emprego direto e indireto. Veja os exemplos do Hospital São João de Deus, Santa Lúcia, Santa Mônica, São Judas Tadeu, que estão entre os maiores empregadores da cidade.

A educação também é responsável por essa nova vocação de Divinópolis na geração de emprego e renda? 
Sim. Hoje somos um grande polo de ensino técnico e universitário. Nossas universidades — Federal de São João del-Rei, Uemg, Cefet, as faculdades Pitágoras, UNA, Faced — são grandes geradoras de empregos diretos e indiretos. Agora estamos fazendo  parceria para que a Faculdades Unidas do Norte de Minas (Funorte) se instale aqui em Divinópolis, construindo aqui a faculdade de odontologia, que, além de reforçar essa nova vocação do município, será criado um grande ambulatório de saúde bucal. Essa parceria consiste em doação de terreno pela Prefeitura e a promessa desta fundação de instalar novos cursos posteriormente.

E em outras áreas, como está a geração de emprego e renda? 
A construção da Cruz de Todos os Povos, por exemplo, colocará Divinópolis no circuito religioso nacional, transformando o município num polo de turismo gerador de emprego e renda. A administração Galileu, sabendo da importância desse empreendimento, é parceira, junto com o Ministério do Turismo, para a construção da rodovia que dará acesso a esse monumento no Morro da Guarita. Assim, esta região se tornará um novo centro econômico.

Você disse que um novo foco de transformação urbana e comercial ocorrerá também quando o viaduto ligando o Bairro Elisabeth Nogueira ao bairro Realengo for construído?
Sim. Este mês lançaremos a pedra fundamental desta obra. Este viaduto vai ser uma nova via de acesso para a Universidade Federal e o Hospital Público, criando um impacto comercial em todos os bairros da região, e ali vai surgir um novo centro comercial gerador de riqueza e renda.

E o hospital público, qual será seu futuro? A manutenção do hospital, seu custo operacional é dito como inviável. Você, como médico e político, concorda com esta afirmação? 
Quero fazer um registro: a construção do Hospital Público surgiu de um esforço pessoal e político meu. No meu mandato de deputado, como membro da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, consegui, com o secretário de Saúde, a construção do Hospital Público de Divinópolis. Eu garanto que o Hospital Público se mantém e ainda dará lucros, para serem revertidos na infraestrutura dele.

Se o Estado não retivesse os R$ 60 milhões a que a Prefeitura tem direito, qual seria a realidade do Município? 
Não teríamos crise na saúde. Teríamos farmácia funcionando, completa, com 100% dos remédios,  uma UPA onde poderíamos fazer parcerias com outros hospitais, abrindo concorrência e comprar leitos, e não teríamos mais pacientes nos corredores da unidade, mesmo com a falta de leitos, porque aí o município teria condições de comprar leitos em hospitais.

Você já foi eleito deputado estadual. Dentre os projetos que você já criou, qual você destaca? 
Destaco o projeto em que autorizamos o Estado a doar duas áreas  para Divinópolis, para criação de centros industriais. Outro projeto de minha autoria foi o que o que aumentou a licença maternidade para 180 dias. Foi um projeto de iniciativa nossa na Assembleia Legislativa, para isso eu chamei todas as autoridades ligadas às maternidades e à criança, também a Secretária Estadual da Saúde, para convencer o Governo do Estado da necessidade de uma licença de 180 dias para o bem da criança, para os funcionários públicos estaduais.

Você é pré-candidato a deputado estadual pelo Partido Social Democrata Cristão? 
Decidi por ser pré-candidato a deputado estadual porque entendo que, diante da crise na saúde pública, é importante que eu, como médico e com a força política de ser vice-prefeito de Divinópolis e a experiência de ex-deputado, seja uma voz na Assembleia Legislativa, se eleito, para priorizar a saúde e o término e pleno funcionamento do Hospital Público. Aqui basta vontade política e uma forte presença diante do Governo Estadual para que a crise na saúde seja sanada.

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