Hortigranjeiros ficam mais caros em 2018

Jorge Guimarães

O preço médio do grupo dos hortigranjeiros, formado por frutas, legumes, verduras e ovos, ficou 1,1% maior em 2018 no comparativo com 2017, no atacado do entreposto de Contagem da CeasaMinas. A alta foi acompanhada por uma redução de 1,7% na oferta. O segmento que mais contribuiu para elevar o preço anual foi o das hortaliças, legumes e verduras, que ficou, em média, 6% mais caro. No lado oposto, os ovos ficaram 17,7% mais baratos, e o preço médio das frutas apresentou queda de 1%.

Chuvas

Segundo o chefe da Seção e Informações de Mercado da CeasaMinas, Ricardo Fernandes Martins, o aumento do preço médio das hortaliças foi influenciado, entre outros fatores, pela antecipação das chuvas a partir de outubro de 2018. O fenômeno acabou afetando a oferta e a qualidade principalmente dos produtos mais sensíveis ao clima adverso.

Tomate

Um dos principais exemplos é o tomate longa vida, que ficou 27,7% mais caro no ano passado. Não somente as chuvas, mas também as alternâncias com o forte calor prejudicaram muito a qualidade e a oferta desta hortaliça, explica Martins. Outro fator que ajuda a entender a alta foi o período de preços muito baixos para o tomate, entre junho e setembro do ano passado, o que desestimulou produtores a investirem em novos plantios. Entre as hortaliças que tiveram altas de preço também podem ser citados o repolho, 40,9%; a cebola, 34,1%; moranga híbrida, 20%; cenoura, 17,7% e batata, 5,7%.

Quedas

Das hortaliças que pesaram menos no bolso dos consumidores, os destaques foram o quiabo, com queda de preço de 12,8%, além de mandioca, -10,7%; pimentão, -6,3%; chuchu, -6,3%; e mandioquinha ou baroa, -4%. Normalmente, são alimentos mais resistentes a problemas climáticos ou cujas áreas de produção não foram tão afetadas, afirma Martins.

Frutas

As frutas que mais influenciaram a queda do preço médio deste grupo foram a manga, com -11,7%; banana-nanica, -10,3%; banana-prata, -10,2%; limão tahiti, -6%; tangerina ponkan, -3,7% e abacaxi, -2,6%. As reduções podem ser atribuídas, de modo geral, às boas ofertas apresentadas no ano passado.

Já entre as altas de preço de frutas, os destaques foram o mamão havaí, com 46,3%; mamão formosa, 20,6%; laranja-pera, 7,9%; uva niágara, 6,8% e melancia, 2,3%. Vale destacar que a maior alta do mamão havaí está ligada principalmente aos problemas climáticos do Sul da Bahia, que impactaram com os preços muito elevados entre março e junho.

Ovos

A redução de 17,7% do preço dos ovos é consequência sobretudo do aumento de 9,9% no volume ofertado no entreposto de Contagem. Para se ter uma ideia, os ovos tiveram, em 2018, os preços mais baixos dos últimos dois anos para os meses de setembro e outubro no atacado da CeasaMinas.

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