Hortigranjeiros estão mais baratos em setembro

Redução é influenciada por oferta de hortaliças mais compradas

 

 

Jorge Guimarães

Os hortigranjeiros ficaram em média 3,3% mais baratos em Minas Gerais nos primeiros 11 dias de setembro em relação ao mesmo período de agosto. É o que aponta um balanço divulgado pela Ceasa Minas, central de abastecimento do estado. A redução foi influenciada principalmente pela oferta elevada de algumas hortaliças consideradas como algumas das preferidas dos consumidores. Destaque para a cenoura (-13,6%), batata (-10,5%) e cebola (-8,1%).

No grupo das frutas, a principal queda de preço foi verificada com a manga (-20,1%), cujo volume ofertado aumentou em razão da chegada das variedades consideradas mais comuns, a exemplo da espada. Essas mangas acabam se somando aos tipos mais nobres da fruta, a exemplo da tommy. O consumidor também pode aproveitar os bons preços do morango (-15,1%) em início de safra e da goiaba (-6,3%), em oferta regular. 

Altas

O balanço parcial ainda traz produtos com altas de preços, com destaque para o tomate (20,7%) e a abobrinha italiana (44,6%), cujas ofertas foram reduzidas por conta de temperaturas baixas verificadas em agosto. Já o preço da mandioca (3,5%) foi pressionado pela boa demanda.

Frutas

Entre as frutas, ficaram mais caros a banana prata (23,6%) e o mamão havaí (19,1%), também por causa de problemas climáticos em regiões produtoras. A alta do limão, que ficou 5% mais caro, está ligada à entressafra do produto, comum de setembro a novembro.

Tabela 

Como a Ceasa Minas é o maior distribuidor de hortifrutis do estado, aos preços iriam refletir no mercado divinopolitano. Ontem, em uma loja de uma rede de supermercados da cidade, os preços negociados já eram, em alguns casos, alinhados às baixas do mercado. A cebola era comercializada a R$ 1,99; o tomate voltou a subir e estava a R$ 3,69 e a batata custava R$ 1,49. O melão amarelo inteiro, mamão havaí ou moranguinho na bandeja saem a R$ 2,49. 

— O motivo na oscilação dos preços de alguns itens está no fator entressafra. Mas, no geral, está valendo a lei da oferta e da procura. Alguns legumes sobem e outros baixam, dependendo da época do ano — avaliou o subgerente André de Oliveira.

Consumidor 

De lista na mão, a dona Conceição Álvares caminhava atenta em meio às bancas dos hortifrutis. Ontem, em um tradicional varejão, o sacolão estava sendo comercializado a R$ 1,99.

— A cada semana escolhemos quais itens deverão estar em ofertas, obedecendo à oscilação de preços da Ceasa. Sempre temos os itens básicos com os preços mais em conta — falou o gerente do varejão, Rildo Silva.

— Sempre venho aqui primeiro, depois passo nos sacolões perto de casa. Tenho dias certos também para efetuar as compras. No dia em que chegam do Ceasa. Vou também à feira do Esplanada, aos sábados, mais tarde um pouco, para conseguir preços mais baixos. Tudo isso ajuda no final do mês — fala a dona de casa.

 

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