Hortaliças ficam mais caras, mas ovos e frutas têm queda

 

Jorge Guimarães

O setor de hortigranjeiros, que inclui frutas, hortaliças e ovos, apresentou queda no preço médio de 0,6% no entreposto da Ceasa de Contagem, entre outubro e setembro. Os alimentos que mais puxaram a queda foram os ovos, que ficaram, em média, 12,7% mais baratos, e as frutas, com redução de 4,5%. Por outro lado, as hortaliças apresentaram alta média de 5%, segurando uma redução ainda maior no preço total dos hortigranjeiros.

Tomate 

Entre as hortaliças, o tomate, com alta mensal de 105%, foi o que mais influenciou o resultado do grupo. Segundo Ricardo Fernandes Martins, chefe da Seção de Informações de Mercado da CeasaMinas, o tomate vinha apresentando preços baixos, que eram insuficientes para remunerar o produtor desde junho. Com isso, muitos agricultores foram desestimulados a investir no cultivo da hortaliça, o que acabou derrubando a oferta. Outro fator que pressionou os preços foi a grande saída de tomate para o mercado comprador de São Paulo, cuja produção enfrentou problemas climáticos.

Altas

Também foi destaque entre as altas a cebola, com 13,8%. Ricardo Fernandes explica que essa oscilação representa na verdade uma recuperação de preço, já que o produto vinha apresentando valores muito baixos. Portanto, mesmo com o aumento, a cebola segue sendo uma boa dica ao consumidor.

Outros produtos que também apresentaram aumentos foram o inhame, 25,6%; couve-flor, 15,5%; alface, 6,7% e batata, 2,5%.

Queda

Já entre as hortaliças com reduções de preços, os destaques foram os produtos cujas ofertas não foram tão afetadas por problemas climáticos, a exemplo do chuchu, -40,7%; berinjela, -23,4%; abobrinha italiana, -20,7%; moranga híbrida, -12,6%; quiabo, -8,8%; cenoura, -4,1%; beterraba, -2,9% e mandioca, -2,1%.

Frutas

No grupo das frutas, as principais quedas de preços foram da manga, -24,5%; mamão formosa, -18,4%; melancia, -17%; abacaxi, -9,3%; mamão havaí, -8,4% e goiaba, -6,1%.

Ficaram mais caros, em outubro, o limão tahiti, 17,7%; uva niágara, 6,4%; laranja-pera, 4,3%; maçã brasileira, 4,3%; banana-nanica, 4,2% e abacate, 2,6%. Vale lembrar que o limão tahiti encontra-se no meio da entressafra, que vai de setembro a novembro. A partir de dezembro, o consumidor já deve perceber quedas de preço da fruta.

Ovos

A dúzia dos ovos no atacado passou de R$ 2,47/dz em setembro para R$ 2,17/dz em outubro. A variação foi acompanhada, no mesmo período, por um aumento de 7,5% na oferta. Assim, os ovos já apresentaram queda de 35,9% em outubro em relação ao pico de preço do ano, registrado em março, de R$ 3,40/dz. O desafio de garantir a rentabilidade tem sido grande para avicultores e comerciantes, uma vez que os preços praticados em setembro e outubro foram os menores dos últimos dois anos.

Preços

Os aumentos refletiram nas gôndolas dos supermercados da cidade. Ontem, em uma loja de rede de supermercados na cidade, o tomate era comercializado a R$ 5,99. Mas, em compensação, a banana caturra, beterraba, melancia ou melão amarelo inteiro saíam por R$ 1,49, a cebola a R$ 1,99 e a batata a R$ 1,49.

— Temos que aproveitar as promoções, pois o nosso dinheiro está difícil de ganhar — disse a dona de casa Mariza Silva.

Foto/Jorge Guimarães

Os ovos estão entre os produtos que ficaram mais baratos  

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