Homicídios caem no 2º semestre, mas números de 2017 superam 2016

Rafael Camargos
Depois de um primeiro semestre sangrento, quando foram registradas mais da metade das mortes de Divinópolis, os casos deram uma amenizada no último mês. Porém, nos últimos dias, foram registrados três assassinatos, isso depois de longos 30 dias sem as Polícias Militar (PM) e Civil trabalhar em nenhum crime violento.

Foram eles: uma tentativa de latrocínio em uma comunidade rural e dois homicídios, no feriado, o caso mais recente, ainda fresco, foi no último domingo, 15.

Diferente do ano passado, em que os casos ocorreram com maior incidência no segundo semestre, período em que foram contabilizados 30 homicídios dos 44 registrados durante todo ano. Este ano, houve uma inversão, o primeiro semestre foi mais violento até agora, soma 47 assassinatos.
Desde o início do ano, autoridades de segurança vêm promovendo ações para combater esta modalidade, que é tida por elas como uma guerra sem fim.

Casos recentes

Eles estavam em uma Monza e em uma moto, um deles já foi reconhecido. Essas são as informações que a Polícia Militar tem de um, dos cinco suspeitos de matar a tiros Webert Cardoso Araújo, de 23 anos, conhecido por “Bebete”, na tarde de domingo, no Lago das Roseiras. Eles ainda estão foragidos.

A vítima tem antecedentes por homicídio e roubo. — Um dos suspeitos foi reconhecido. O rastreamento prossegue — informou a PM.

A perícia técnica da Polícia Civil localizou diversas cápsulas de calibre 380 e ainda diversos disparos. O caso já está sendo investigado.

No feriado de Nossa Senhora Aparecida, Fernando Marques Modesto, de 39 anos, foi morto a tiros no bairro Vale do Sol.

A PM informou que o encontrou caído em frente à sua casa. Testemunhas narraram à polícia que dois autores armados, em uma motocicleta, provavelmente de pequeno porte (devido ao barulho ouvido pelos moradores), efetuaram diversos disparos contra a vítima. Ainda segundo a PM, o homem é conhecido no meio policial, porém ainda não detalhou os antecedentes.

Segurança

O delegado regional, Leonardo Pio fala que o cenário hoje é diferente do início do ano.

—Desde o primeiro trimestre, tivemos uma onda acentuada no número de homicídios, situação que acabou elevando o número na cidade, por outro lado, se até o mês de junho registramos um aumento de 53%, se compararmos com o ano passado, a realidade é outra — falou.

Para ele, se comparado o acumulado, de 2016 para 2017, houve um aumento de pouco mais de 13%, que, de acordo com ele é muito menor que a tendência regional e nacional.

— Registro ainda para a sociedade que ela pode ficar tranqüila, pois a Polícia Civil está trabalhando no combate efetivo. Ações que resultam em casos como os que ocorreram no feriado. Na medida em que a segurança vai fechando o cerco contra o crime, ocorre a disputa por espaço no mundo do crime, em especial o tráfico de drogas — finalizou.

 

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