Homem que matou taxista se apresenta e confessa crime

 

Anna Lúcia Silva

O suspeito de ter matado o taxista Paulo Santo, de 40 anos, assassinado a facada, no dia 2 de fevereiro deste ano, no bairro Campina Verde, se entregou à polícia na presença de um advogado nesta segunda-feira, 17, em Divinópolis. Ele confessou que esfaqueou a vítima, no entanto, pela ausência do flagrante, o suspeito foi ouvido e liberado em seguida.

De acordo com as informações do delegado responsável pelo caso, Vivalde Júnior, as imagens de câmeras de estabelecimentos privados, divulgadas pela imprensa na última semana, foram fundamentais para o desfecho do caso. Nas imagens é possível reconhecer o suspeito, que caminhava pela calçada trajando blusa clara e calça jeans.

O delegado informou que o suspeito é morador do São Roque e, durante o interrogatório, confessou o assassinato, negou o roubo e, junto com seu advogado, deu detalhes do que ocorreu naquela noite.

— Sobre a subtração de pertences da vítima, estamos levando em consideração o depoimento de uma testemunha que mantém sua declaração com convicção de que Paulo, ao pedir ajuda após ser ferido, teria afirmado que havia sido assaltado naquele momento. Por isso, vamos indiciar o investigado por latrocínio, cuja pena pode chegar até 30 anos de reclusão — explicou o delegado.

Crime

O suspeito de 19 anos, que não possui antecedentes criminais contou em depoimento que estava na rua desde as 21h e que passou pelo menos três horas fazendo uso de drogas. Por volta de 5h30, o investigado decidiu ir embora e, por isso, foi até o ponto de táxi na rua Goiás, entre Rio Grande do Sul e Bahia e solicitou uma corrida até o São Roque, porém, segundo a versão do suspeito, o taxista teria mudado o trajeto e ido até o bairro Campina Verde.

As câmeras de estabelecimentos da região registraram o momento em que o passageiro entra no banco de trás do veículo. A corrida seguiu até a rua Novo México, onde o suspeito atingiu a região do pescoço da vítima com uma faca. O que era para ser mais uma corrida de fim de expediente para Paulo Santo se transformou um pesadelo para a família que agora pede justiça.

— Só a justiça pode prender o suspeito pela ausência de flagrante e já tendo se passado muito tempo do crime em questão.  Apenas o juiz pode decretar essa prisão, no entanto a Polícia Civil tem tomado todas as providências para culminar na responsabilização do acusado — enfatizou Vivalde.

 

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