Homem é preso por anunciar blitz em grupo de WhatsApp

Da Redação

Um homem de 31 anos foi preso na noite de domingo, 29, por alertar pessoas, por meio de grupo de WhatsApp, de que uma blitz de trânsito da PM estava em andamento na avenida Magalhães Pinto, no bairro Mangabeiras, em Arcos.

Segundo a polícia, as mensagens enviadas diziam:

— Blitz em frente à Copasa, indo pra exposição. Galera do Golo, fica veiaco! E é blitz das braba. Parando até as ambulâncias do Samu.

Em seguida, o suspeito teria mencionado que a polícia estaria desenvolvendo a operação para arrecadar dinheiro.

No próprio grupo, vários membros se posicionaram a favor da polícia, “explicando ao cidadão que a operação blitz é uma ação preventiva de suma importância no combate ao crime”, conforme divulgou a PM. Mesmo assim, ele insistiu nas mensagens.

Após a identificação, o suspeito de 31 anos foi localizado, preso em flagrante e conduzido à Delegacia de Polícia Civil em Formiga. O celular dele foi apreendido e seguiu com a ocorrência.

‘Atentado contra a segurança’

Conforme explicou a PM, a maior parte da doutrina jurídica, atualmente, adota o reconhecimento que divulgar blitz é crime, pois já há leis definindo tal conduta. Trata-se do artigo 265 do Código Penal, que dispões sobre “Atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública”.

— Este artigo prevê pena de reclusão de um a cinco anos, mais multa para o condenado. Enquadram-se nesta conduta aqueles que, de alguma forma, atentarem contra o funcionamento adequado de serviços de utilidade pública. Entre eles, serviços de água, luz ou, obviamente, força policial. Divulgar uma blitz passa a ser crime no momento que interpreta-se que sua divulgação tem o objetivo de permitir que pessoas escapem dela. Isso gera danos diversos: em primeiro lugar, estimula pessoas a sentirem-se confiantes para dirigir após beber. Além disso, causa prejuízo para os cofres públicos, que mobilizam operações do tipo, mas possuem sua ação prejudicada pelos avisos prévios — destaca a PM.

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