Heróis existem?

Editorial

Os pré-candidatos estarão oficializados neste sábado e, já no domingo, sairão às ruas em busca de seus famigerados votos. Antes destas datas, os discursos costumam ser limitados resumidos apenas a ideias. Tudo ainda muito simples. Apesar de o jogo ter começado no dia 3 de julho, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o início das pré-campanhas, a partir de domingo a coisa começa a pegar fogo. O jogo vai ficar acirrado, afinal, serão apenas 45 dias em busca da eleição/reeleição. Com tudo isso, quem estará contra a parede é o eleitor. Está chegando o momento de os eleitores colocarem em prática toda a sua revolta, todas as expectativas frustradas, e assumirem o papel de protagonista nesta partida. Está chegando a hora de ele mostrar que ele é a mudança que tanto quer ver em Divinópolis. 

Neste ano, sem sombra de dúvidas, o pleito está mais acirrado, pois a cidade tem nove candidatos à Prefeitura. Ou seja, o eleitor que tem compromisso com a cidade e não tem o “rabo preso” com ninguém terá que analisar cada candidato minuciosamente, afinal, nem só de discurso bonito vive o mundo. É preciso ir um pouco mais além das belas palavras, que somem com o vento. Perguntas simples: o que este candidato já fez pela cidade? É ficha limpa? É investigado? É réu em algum processo? Já foi eleito/reeleito? Como foi sua atuação política? Perguntas que terão que ser feitas, pois Divinópolis precisará de gente competente no Executivo e no Legislativo nos próximos anos. A busca pelo herói, as paixões, terão que ser deixadas de lado, pois, ao assumir este comportamento, o eleitor esquece-se de três coisas: a sua responsabilidade; o fato de que a paixão tira a capacidade de raciocinar; e que heróis não existem. 

A cada pleito, o eleitor tem se tornado consciente da importância de seu papel e de que ele é tão responsável neste processo quanto os candidatos aos cargos públicos. A cada eleição, o eleitor tem percebido que não adianta votar e depois não fiscalizar. Não adianta vender, anular, ou votar por votar e depois ir para as redes sociais com discursos inflamados, pois uma cidade é construída de forma responsável quando os seus representantes são escolhidos de forma racional. A partir de domingo, os candidatos estarão mais alvoroçados, sedentos por mostrar seus projetos, seus planos, suas ideias, buscar seus votos, convencer mais gente, ter o discurso perfeito, criticar o prefeito, mostrar o que está errado, visitar as periferias e por aí vai. Apesar de parecer que eles são a estrela do show, a história é bem diferente. A estrela não é ninguém menos do que o eleitor, que terá em suas mãos uma responsabilidade e tanta. 

Dia 15 de novembro serão escolhidos 17 vereadores, um prefeito, um vice-prefeito, um secretariado e o destino de Divinópolis nos próximos quatro anos. Se os frutos dessa plantação do dia 15 de novembro serão bons ou não, o povo só saberá a partir de janeiro de 2021. Se Divinópolis teve verdadeiros heróis indo às urnas em novembro, só será descoberto no próximo o ano. Enfim, o  desejo é que finalmente o eleitor cumpra o seu papel. 

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