Hemodiálise ainda é drama para muitos na região Centro-Oeste

Ricardo Welbert 

Divinópolis é referência no Centro-Oeste de Minas no tratamento a pacientes com doenças renais. Segundo dados da Associação de Doentes Renais e Transplantados, o Hospital São João de Deus (HSJD) concentra 252 vagas.

Para conseguir atender à demanda de pacientes que vêm de várias cidades, a unidade promove um rodízio no qual cada paciente define os três dias da semana em que deseja comparecer. Quando chega, passa até quatro horas conectado a uma máquina que faz o papel do rim na filtragem do sangue.

O presidente da associação, Maldo de Oliveira, explica que as outras cidades da região que possuem equipamentos para hemodiálise são Bom Despacho, Formiga, Campo Belo, Itaúna e Pará de Minas. Reclamações de faltas de vagas são comuns.

Por causa disso, muitos pacientes – principalmente idosos – chegam a percorrer distâncias que chegam a 200 quilômetros, em viagens que duram mais de três horas.

Segundo o nefrologista Eduardo Mattar, esses pacientes não encontram vagas onde moram devido à falta de investimento público. Além disso, o desgaste gerado pela viagem e pela espera pelo atendimento pode prejudicar o tratamento.

— A nefrologia brasileira passa por uma crise em relação a repasses e esse é um tratamento caro — pontua.

 Consciência 

Para conscientizar a população sobre a importância dos cuidados com os rins como forma de prevenir doenças, a Adortans promove no próximo sábado, 10, a partir das 8h, atendimentos gratuitos no quarteirão fechado da rua São Paulo. O evento marca o “Dia Mundial do Rim”.

Psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas, enfermeiros e outros profissionais da saúde estarão disponíveis para ensinar como prevenir e como tratar as doenças renais.

— Como a data também celebra o Dia Internacional da Mulher, haverá ainda música ao vivo e tenda com serviços gratuitos, como corte de cabelo e manicure — acrescenta o assessor Arailton Borba.

 

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