Há dois tipos de palavras: as proparoxítonas e o resto.

Elmo Fernandes e Professor Carlinhos 

As proparoxítonas são o ápice da cadeia alimentar do léxico.

Estão para as outras palavras assim como os mamíferos para os artrópodes.

As palavras mais pernósticas são sempre proparoxítonas. Das mais lânguidas às mais lúgubres. Das anônimas às célebres.

Se o idioma fosse um espetáculo, permaneceriam longe do público, fingindo que fogem dos fotógrafos e se achando o máximo.

Para pronunciá-las, há que ter ânimo, falar com ímpeto ‒ e, despóticas, ainda exigem acento na sílaba tônica!

Sob qualquer ângulo, a proparoxítona tem mais crédito.

É inequívoca a diferença entre o arruaceiro e o vândalo.

O inclinado e o íngreme.

O irregular e o áspero.

O grosso e o ríspido.

O brejo e o pântano.

O quieto e o tímido.

Uma coisa é estar na ponta – outra, no vértice.

Uma coisa é estar no topo – outra, no ápice.

Uma coisa é ser fedido – outra é ser fétido.

É fácil ser valente, mas é árduo ser intrépido.

Ser artesão não é nada, perto de ser artífice.

Legal ser eleito papa, mas bom mesmo é ser pontífice.

(Este último parágrafo contém algo raríssimo: proparoxítonas que rimam. Porque elas se acham únicas, exóticas, esdrúxulas. As figuras mais antipáticas da gramática.)

Quer causar um impacto insólito? Elogie com proparoxítonas.

É como se o elogio tivesse mais mérito, tocasse no mais íntimo.

O sujeito pode ser bom, competente, talentoso, inventivo – mas não há nada como ser considerado ótimo, magnífico, esplêndido.

Da mesma forma, errar é humano. Épico mesmo é cometer um equívoco.

Escapar sem maiores traumas é escapar ileso – tem que ter classe pra escapar incólume.

O que você não conhece é só desconhecido. O que você não tem a mínima ideia do que seja – aí já é uma incógnita.

Ao centro qualquer um chega – poucos chegam ao âmago.

O desejo de ser uma proparoxítona é tão atávico que mesmo os vocábulos mais básicos têm o privilégio (efêmero) de pertencer a essa família – e são chamados de oxítonos e paroxítonos. Não é o cúmulo?

 

CURIOSIDADES
Festa Junina (Série)

Balões e fogueira na festa junina

Os balões são tradicionais, embora atualmente existam restrições por questões de segurança. Tradicionalmente, a soltura de balões indica o início das comemorações.

A fogueira também faz parte do cenário da festa. De origem pagã, ela simboliza a proteção contra os maus espíritos.

A tradição foi mantida pelos católicos, que dedicaram uma forma de fogueira diferente para cada santo: a quadrada é de Santo Antônio, a redonda de São João, e a triangular de São Pedro.


(Fonte: https://www.todamateria.com.br/festas-juninas/)

REFLEXÃO BÍBLICA

“O amor é tão poderoso quanto a morte; e duro como a sepultura, o ciúme.
O amor e a paixão explodem em chamas e queimam como fogo ardente. As muitas águas não podem apagar este amor, nem os rios afogá-lo.” Cânticos 8:6-7

RIA... POR FAVOR!!!

O cara manda a roupa suja para a lavanderia e junto manda um bilhete dizendo:
“Usem mais detergente para lavar as cuecas”.
Quando foi buscar a roupa achou outro bilhete que dizia:
“Use mais papel higiênico para limpar o bumbum!!!”.

MÁXIMAS DO PROFESSOR CARLINHOS

  • Um conterrâneo meu era tão precavido e temeroso de acidente que olhava sempre pros sentidos – demoradamente – antes de atravessar uma rua de mão única.
  • Se o seu problema é audição, ouça o médico.
  • LAMÚRIA CORONAVIRENSE
    “Isturdia” ouvi de um conterrâneo com muita e visível verdade na face ao me dizer:
    ― Estou com saudade até de quem antes eu odiava.
    “Poizé”...

 

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