Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

 jcqueroviver@hotmail.com.br

 

 

Numa tarde que poderia ser de festa, torcida e jogadores do Guarani saíram do Farião decepcionados com mais um resultado negativo do time dentro de seus domínios. O empate em 1 a 1 com o Tombense caiu como um balde água fria nos sonhos de todos em Porto Velho.

 Merecia bem mais

 O Bugre até que fez por merecer sair de campo com a vitória, mas seus atacantes perderam chances incríveis para matar o jogo, quando o resultado ainda era favorável e deu no que deu. Acabaram penalizados pelo que não fizeram e tomaram o gol de empate já no final, num resultado que complicou de vez a vida do alvirrubro na tabela.

 Ainda dá

 Agora, para escapar de um desastre maior, que seria um novo rebaixamento para o Módulo II no ano que vem, terão que buscar um resultado em pleno estádio Independência, contra a boa equipe do América, terceira colocada na tabela, neste meio de semana. Nada que não seja possível, desde que o time mostre força para isto.

 Difícil, não impossível

 Se olhar para os números, o Guarani pode tirar o cavalo da chuva. Para um time, que até aqui, em dez rodadas disputadas, venceu apenas uma vez, ter a pretensão de buscar uma vitória em plena Arena Independência, e contra uma equipe que até o fim de semana estava invicta, é tarefa das mais difíceis.

Mas não é impossível. E é também o momento dos times que atesta esta verdade. A derrota do Coelho no clássico de domingo para o Atlético pode até facilitar a vida do Guarani. Com os americanos fora da briga pela liderança e com o segundo lugar também escapando pelos dedos, a vida do Bugre acabará facilitada.

 Sem se abater

 O que não pode acontecer é o próprio Guarani ser seu principal adversário amanhã. Os jogadores têm que passar uma borracha no insucesso frente o Tombense e tratar logo de dar a volta por cima, e nada melhor para isto que buscar o resultado quando muitos já não acreditam no sucesso.

Time para vencer, o Guarani tem. Resta saber se conseguirá colocar todo seu potencial em prática. A hora é de levantar a cabeça e dar a volta por cima. Jogar tudo que podem e algo mais na última rodada do Mineiro.

 Não era dia dos atacantes

 No jogo de sábado no Farião (como foi em grande parte deste estadual) os atacantes do Guarani deixaram a desejar. Mais uma vez, a equipe criou as chances para vencer, mas faltou capricho na hora de empurrar a bola para o fundo das redes. Até parece que a bola está queimando nos pés dos atacantes.

 Chances perdidas

 No duelo de sábado foram pelo menos cinco gols feitos, em jogadas trabalhadas pelo próprio time, que foram perdidos pelos atacantes. Falar hoje que a sorte não está jogando junto fica até fácil, mas a verdade é que na hora da decisão está faltando é tranquilidade e capricho a muita gente. E não de hoje que isto vem acontecendo. Em todos os jogos do time no Mineiro, houve pelo menos uma chance perdida a ser lamentada pelo Bugre. Tivesse feito a metade das chances que criou, o Guarani estaria brigando era pelas primeiras posições na tabela.

 Podia ser o herói

 No sábado, então, não dá nem para explicar o que aconteceu com o Bugre. O último lance da partida de sábado, por exemplo, é para fazer muita gente chorar de raiva.

Pedrinho fez o mais difícil, brigou por uma bola perdida, escapou da falta e ficou frente a frente com o goleiro. Era só empurrar para as redes e sair para o abraço. Mas não foi isto que ocorreu. Caprichosamente, a bola foi para fora, tirando tinta do poste direito do gol defendido pelo goleiro Felipe, do Tombense. Era o lance da consagração e da festa, que mais uma vez ficou só no quase.

 Tudo ou nada

 Mas não é hora de chorar o leite derramado, o que tem que ser feito agora é tratar de dar a volta por cima nesta quarta-feira, derrotar o Coelho em seu quintal e continuar sonhando com um futuro melhor ainda nesta temporada.

Como sou otimista por natureza, creio que ainda dará Guará na cabeça e que o time estará, sim, entre os oito finalistas.

Sou Guarani e não desisto nunca!

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