Greve paralisa 18 escolas em Divinópolis

Gisele Souto

Divinópolis amanheceu nesta segunda-feira, 18, com pelo menos 18 escolas em greve. O protesto dos servidores continua sendo devido ao não pagamento integral da 1ª parcela dos salários referentes a maio. Apesar de o Estado ter quitado na última sexta-feira, 18, até R$ 1,5 mil para o restante ativo do Executivo, a categoria se sente injustiçada. Reclama que, para outras classes, o governo pagou R$ 3 mil, o que, na opinião deles, demonstra, mais uma vez, falta de respeito para com os educadores. Além disso, denuncia que nenhum aposentado recebeu nenhum centavo.

O resultado foi a paralisação de centenas de escolas em todo Estado e protestos regionais organizados pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindiUte).

Em Divinópolis, os servidores, usando faixas, cartazes e microfone, concentraram-se para protestar no quarteirão fechado na rua São Paulo, região central.

Quando entrar

O governo já anunciou que será feito nesta terça-feira, 19, o pagamento de até R$ 1 mil para o restante dos servidores inativos. Porém, o sindicato reprova o valor e duvida que o dinheiro caia nas contas.

Os depósitos dos demais valores continuarão sendo feitos à medida que o fluxo de caixa for se normalizando.

Para diretora diretoria de Políticas Sociais SindUte, subsede/Divinópolis, Maria Catarina Laborê, o governo resolveu apenas parte da situação. Ela coordenou o ato ontem de manhã na cidade e diz que a caravana já está pronta para seguir rumo a Belo Horizonte, amanhã.

Estado

Com a expectativa de regularização da arrecadação do Estado nos próximos dias, o governo diz esperar que a segunda parcela dos salários seja mantida para próximo dia 25. Por sua vez, os educadores acreditam que essa parte pode até ser paga, mas para a segurança pública, por exemplo. Temem mais uma vez ficarem para depois.

Ato estadual

O SindUte reitera que as datas de pagamento para a educação fogem completamente da política praticada para as demais categorias do funcionalismo. Isso porque, enquanto o valor de R$ 3.000 está sendo pago integralmente para as demais categorias, para a educação está sendo parcelado de três vezes, o que deveria ter sido pago de uma única vez.

Conforme decisão do 11º congresso do sindicato, a categoria suspenderá suas atividades até o pagamento da primeira parcela. Como isso não foi feito pelo Governo do Estado, a paralisação permanecerá.

Além disso, convoca para um ato estadual marcado para amanhã e orienta que as subsedes continuem organizando atos locais para o diálogo com a comunidade escolar sobre a situação.

— A discriminação da educação na política de pagamento que o Governo do Estado está praticando é inaceitável — resume o sindicato.

Paradas

Na cidade, pelo menos 18 escolas estão paradas parcial ou totalmente. Entre elas, Padre Mathias Lobato, Dona Antônia Valadares, Patronato Bom Pastor, Santo Tomaz de Aquino, Monsenhor Domingos, Henrique Galvão, Engenheiro Pedro Magalhães e Luiz de Melo Viana. Boa parte no Centro, outras diversas estão espalhadas pelos bairros.

As informações foram passadas pelo SindUte e confirmadas pela Superintendência Regional de Educação (SRE). Na unidade sediada em Divinópolis, há 12 servidores parados.

Uma assembleia ocorreria para deliberar os rumos do movimento e convocar mais servidores para a adesão na Padre Mathias Lobato. Até o fechamento desta reportagem, por volta das 16h, não havia começado ainda.

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