Greve afeta supermercados e farmácias em Divinópolis

Gisele Souto

A greve dos caminhoneiros, em seu quinto dia nesta sexta-feira, 25, afeta não somente os postos, que, em Divinópolis, não têm combustíveis desde a última quarta-feira, 23. Outros setores da economia, como o farmacêutico e supermercadista, também enfrentam dificuldades.

A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) emitiu nota para comunicar que muitos estabelecimentos já registram a falta de produtos essenciais. Segundo a entidade, um dos principais problemas se refere aos medicamentos termolábeis, que devem ser mantidos refrigerados e necessitam de temperatura estável até serem entregues. Se o caminhão que o transporta ficar retido, ele pode estragar.

Neste segmento em Divinópolis, faltam medicamentos, mas principalmente dermocosméticos. A reportagem do Agora percorreu algumas farmácias na região central e foi informada de que os caminhões entregam os produtos duas vezes por semana, mas, nesta, não chegou nenhum. Os responsáveis afirmam que o estoque aguenta até o próximo dia previsto para a entrega, a próxima terça-feira. Segundo eles, se não vier, aí assim boa parte de medicamentos considerados importantes já não estarão mais disponíveis.

Supermercado

Em dois supermercados de redes diferentes visitados pela reportagem, o setor mais prejudicado é o de hortifrutigranjeiros. Nos dois estabelecimentos, restavam poucas opções, principalmente, em relação às folhas, como alface e couve. Algumas repartições no hortifrúti estão vazias.

Sobre as outras mercadorias, o subgerente de uma das lojas informou que, por enquanto, não faltam porque possuem uma central de abastecimento. Porém, não descarta a falta de se o protesto dos caminhoneiros continuar. Os caminhões descarregam lá duas vezes por semana e, nesta, não houve nenhuma reposição.

A Associação Mineira de Supermercados (Amis) informa em nota que, após levantamento feito junto às principais redes do setor nas diferentes regiões de Minas Gerais, identificou que a condição de recebimento de mercadorias se agravou, provocada pelos bloqueios nas rodovias.

A situação mais preocupante, segundo a associação, refere-se aos alimentos perecíveis, que normalmente não são estocados pelos supermercados, pois, pela característica desses produtos, necessitam de reposição constante, notadamente verduras, legumes, frutas, carnes in natura e produtos lácteos.

— A Amis reitera que considera legítimo o direito de manifestação da categoria profissional dos caminheiros contra os constantes aumentos nos preços dos combustíveis e se solidariza com a classe. Mas alerta para a importância do diálogo entre manifestantes e autoridades, de maneira a permitir o restabelecimento do fluxo de logística do país — encerra a nota.

A situação nas rodovias da região permanece inalterada.

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