Governo atrasa 2ª parcela dos salários dos servidores

Pollyanna Martins

O Governo de Minas atrasou mais uma vez a segunda parcela dos salários dos servidores ativos e aposentados. No início de julho, a Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) divulgou a escala de pagamento com novos critérios.

No dia 13 de julho, seria paga a primeira parcela. O Estado pagou integralmente até R$ 3 mil para os servidores da Segurança Pública e da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

Para os demais servidores com salários até R$ 3 mil, foram depositados R$ 1,5 mil.

A segunda parcela, que seria paga nessa quarta-feira, 25, o governo iria pagar o restante para quem recebe até R$ 3 mil, e a segunda parcela, para quem recebe acima de R$ 3 mil. Porém, vários servidores ativos e aposentados não receberam a segunda parcela, conforme o cronograma divulgado. O Agora entrou em contato com a Secretaria de Fazenda durante a quarta-feira, e foi informado que o pagamento seria feito ao longo do dia, para os servidores ativos e inativos. Na manhã de quinta-feira, 26, boa parte dos servidores ainda aguardava o pagamento da segunda parcela do salário.

De acordo com o Sindpúblicos, apenas uma parte dos funcionários da ativa recebeu a segunda parcela. Em nota, o Sind-Ute informou que tinha a expectativa de suspender a greve, mas o conselho geral do sindicato optou por continuar a paralisação sempre que o governo descumprir a tabela do pagamento dos salários por ele anunciada.

— Tendo em vista que parte da categoria ainda não recebeu o restante da primeira parcela do pagamento prevista para o dia 25 de julho e, em conformidade com a decisão do Conselho Geral do Sind-UTE/MG, os trabalhadores e trabalhadoras em educação continuam a paralisação até que o estado integralize o pagamento da 1a parcela dos salários — afirma.

A Secretaria de Estado da Fazenda informou ao Agora que a expectativa era que o restante dos pagamentos fosse efetuado ao longo de quinta-feira.

Justiça

O Governo do Estado conseguiu na quarta-feira, 25, no Supremo Tribunal Federal (STF), derrubar a liminar que o obrigava a voltar a pagar os professores no quinto dia útil. Na decisão, o ministro Dias Toffoli argumentou que a suspensão do escalonamento estabelecido pelo Governo de Minas poderia comprometer o equilíbrio orçamentário obtido pelo Estado e pôr em risco o pagamento do funcionalismo no futuro.

Em nota, o Sind-Ute afirmou que irá recorrer da decisão do STF que derrubou a liminar concedida ela desembargadora Maria das Graças Silva Albergaria dos Santos Costa, da 3ª Câmara Cível de Belo Horizonte. Na decisão, a desembargadora, além de obrigar o Estado a pagar os professores no quinto dia útil, em parcela única, o sujeitava também a uma multa de R$ 30 mil diários, chegando a até R$ 3 milhões, caso fosse descumprida a decisão.

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