Governador condiciona fim  do escalonamento dos salários à sua reeleição

 

Da Redação 

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT) condicionou o fim do escalonamento dos salários dos servidores, à sua reeleição. Em seu programa eleitoral na televisão, o petista afirma que caso ele, e o candidato a Presidência da República, Fernando Haddad (PT) sejam eleitos, os salários voltarão a ser pagos integralmente, e os repasses das prefeituras serão colocados em dia.

De acordo com a Associação Mineira de Municípios (AMM), o Estado deve R$ 7,9 bilhões às prefeituras. Os atrasos são referentes aos repasses do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), da saúde, do transporte escolar, da assistência social, e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Pimentel responsabiliza os atrasos ao Governo Federal. O governador prometeu ainda, que irá fazer tudo o que foi impedido de fazer, nos últimos quatro anos. Conforme disse o candidato à reeleição, com a eleição de Haddad o suposto “boicote” do governo de Michel Temer (MDB) acabará, e Minas Gerais voltará a receber os repasses da União.

— Vamos regularizar os repasses para as prefeituras, equilibrar as contas do Estado e, principalmente, acabar com o parcelamento dos salários – promete.

 Divinópolis 

De acordo com assessoria de comunicação da Prefeitura de Divinópolis, atualmente a dívida do Governo do Estado com o Município é de R$ 83,5 milhões. Ainda segundo a assessoria, todos os dias, a Prefeitura aguarda os repasses que devem ser feitos, porém o Estado não acompanha as datas programadas para pagamento. 

 Parcelamento 

o Estado começou o parcelamento dos salários dos servidores em fevereiro de 2016, pouco mais de um ano da posse de Pimentel. De lá para cá o Executivo Estadual alterou o escalonamento várias vezes, e os servidores amargaram também o atraso das parcelas.

Além de escalonar os salários, o Governo do Estado não tem feito os repasses aos bancos que fazem empréstimos consignados para os servidores. O valor é descontado no contracheque do servidor, mas não é repassado ao banco. Com isso, vários servidores estão com os nomes negativados, e não conseguem novos empréstimos.

 

 

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