Gisele Souto

Adriana Ferreira 

A menina que quebra o coco e não arrebenta a sapucaia e está sempre na frente. Não poderia deixar de parabenizá-la e ao estagiário de jornalismo Matheus Augusto Silva Lima. Gisele me fez uma visita e viu uma rachadura no muro de arrimo que tem aproximadamente 5 metros de altura e do lado do vizinho tem pouco mais de 1,5 metro. Ela me alertou e, claro, minha sobrinha Ana Paula Ferreira, que é engenheira civil, verificou os dois lados e viu que ambas as moradias estavam em situação de risco. Ana Paula inclusive alertou pelos riscos de construções dessa natureza, que normalmente são feitas sem passar pelo crivo de um engenheiro civil. No meu caso, claro que as providências foram tomadas a tempo, mas aí Gisele Souto se lembrou de um caso de queda de muro com morte, ocorrida há quase 20 anos, e outros desabamentos – demonstrando que as chuvas atingem não somente as populações ribeirinhas e que deslizamentos de terra não somente em regiões serranas – e orientou Matheus a escrever uma matéria sobre os riscos que muros baixos de um lado e altos de outro trazem para os moradores dos dois lados. A matéria foi clara, alertando a população para os riscos de construções dessa natureza.

Alerta

Pois bem, tivessem os Martins lido a matéria e se reunido com a administração do Cemitério da Paz  – cemitério do Centro – teriam evitado a catástrofe. O Jornal cumpriu o seu papel de informar e de alertar. Parece que estava adivinhando que uma tragédia viria! Aviso: se sua moradia se enquadra numa dessas situações, chame um engenheiro civil, chame a defesa civil antes que seja tarde demais. Deslizamentos de terra não distinguem vivos e mortos.

Agricultura familiar

Embora muitos critiquem as honrarias concedidas pela Câmara de Divinópolis, não se pode ignorar que, em sua maioria, tem-se que tirar o chapéu para os homenageados. Aliás, Minas Gerais adora conferir medalhas, diplomas e honrarias. Faz parte de nossa cultura. No último dia 11, a Casa do povo homenageou o homem do campo, não os grandes latifundiários, e sim o agricultor familiar, aquele que cria sua família com o seu suor. São pessoas que se levantam junto com o sol e só encerram quando o sol se põe. Dentre os homenageados destaco Jaenio José Coelho e Inelza Maria Justino Coelho, agricultores da Comunidade do Choro, zona rural de Divinópolis. Trata-se de um casal que, desde a infância, labuta na lida rural e não importa o tempo, faça sol, chuva, vento, calor, frio. Estão sempre firmes no seu compromisso de trazer verduras, frutas e legumes todas as terças e quintas para serem vendidas fresquinhas no bairro Sidil. Jaenio começou nesse ofício ainda criança, e Inelza, ao se casar com ele. Com seu labor rural, cuidam de sua família com dignidade. Jaenio e Inelza são gente que faz!

Greve

Mal o ano começou e a rede estadual de ensino já pensa em greve. Se sou contra? De jeito nenhum! Como convencer um professor de que não há dinheiro para pagar seus vencimentos, os aumentos a que tem direito, diante de tantos privilégios para outras classes?  O aviso é para os alunos? Não! É para os pais, para que aprendam a escolher melhor os seus representantes.  Não seja contra a luta do professor! Abrace essa causa! Só temos a ganhar! Professor valorizado, profissionais capacitados. Pense nisso!

Prefeitável

Alguns nomes para a candidatura ao cargo do chefe do Executivo municipal têm se consolidado, mas, sinceramente, embora alguns demonstrem preparo, deviam cuidar da gestão de seus negócios em vez de alimentar o desejo de candidatura. Minha sugestão é que não pense em Prefeitura, e sim em franquias. Fica a dica!

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