Gasolina e diesel têm terceira queda de preços consecutiva

Jorge Guimarães

Na contramão do que era esperado em âmbito internacional, depois da crise entre Estados Unidos e Irã, a cotação do barril de petróleo caiu de preço ao longo do mês de janeiro. A Petrobras, seguindo suas normas de acompanhar o mercado mundial, reduziu, pela terceira vez no mesmo mês, os preços da gasolina e do diesel em suas refinarias. A queda de 3% para ambos combustíveis começou a valer neste fim de semana, significando corte de R$ 0,05 na gasolina, e de R$ 0,06, por litro, no diesel.

Preços

Segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo (ANP), em dez estabelecimentos em Divinópolis, o preço médio da gasolina iniciou o ano em R$ 4,82 e fechou a R$ 4,84 na última semana, um aumento de 0,41% no custo do combustível. Já o valor do diesel, no mesmo período, sofreu queda de 0,26%, com o preço médio fechando em R$ 3,82.

O etanol foi o combustível com maior variação de seu custo médio, registrando um aumento de 2,43%, e fechando com valor médio em R$ 3,37.

Livre mercado

Com três reduções no mês de janeiro, a gasolina voltou a ser competitiva diante do etanol, que subiu cerca de 20%, no decorrer de 2019, contra os 3,8% da gasolina, em Divinópolis, segundo dados da ANP. Resultados que colocam em xeque o mercado de combustíveis, visto que cada distribuidora tem sua estratégia de vendas, sendo a concorrência dos postos de bandeira branca os novos desafios a serem batidos.

— Estes cortes nos preços da gasolina e diesel são repassados a partir das distribuidoras, que, por sua vez, têm suas margens de lucros. Até chegar às bombas, para que o consumidor possa sentir no bolso, demora um certo tempo. A livre concorrência é o que faz a engrenagem do comércio de combustível girar, daí cada um tem sua participação nessa ciranda financeira — disse o empresário Alvimar Mourão Neto.

Já para outro empresário do ramo de reciclagem Juvêncio Alves, a queda do diesel vem em boa hora.

— Que continue o embalo de três quedas de preço por mês. Estes cortes não chegam até nós, mas pelo menos o custo fica estável nas bombas, porque, quando há o aumento de imediato, as bombas já trabalham com os novos valores — afirmou.

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