Gás de cozinha sobe 16% de junho a novembro em Divinópolis

 

Pablo Santos

 O gás de cozinha continua com a forte escalada de preço. Após chegar a R$ 70 no final do mês passado, o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) teve um novo reajuste e já encontrado no começo deste mês até por R$ 72 nos estabelecimentos comerciais de Divinópolis, de acordo com os dados divulgados ontem pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Conforme a pesquisa semanal, o gás de cozinha estava cotado na semana de 15 a 21 de outubro a R$ 61,29. Já no período de 29 de outubro a 4 de novembro, o valor já subiu para R$ 66,59, ou seja, comparando os últimos dois períodos disponíveis a alta foi de 8,64%, apontou a ANP.

No menor preço em Divinópolis, o botijão de 13 quilos é cotado a R$ 60 e, no maior, o valor chega a R$ 72. Na última pesquisa, o preço máximo era de R$ 70.

Com a nova política de preços adotada pela Petrobras, o GLP já subiu nos estabelecimentos comerciais da cidade de junho a novembro, 16%. Antes do aumento, o botijão de 13 quilos estava cotado na cidade ao preço médio de R$ 57,28.

 Outras cidades 

Em Belo Horizonte, o gás de cozinha registrou o maior valor em Minas Gerais: R$ 80 e a média de preço chegou a R$ 65. Em Bom Despacho, o botijão é encontrado até R$ 75 e a média chega a R$ 71,67. Em Formiga, a embalagem de 13 quilos é cotada de R$ 74 a R$ 75.

 Nova alta 

A última cotação de preços realizada pela ANP não contabilizou o novo reajuste de 3 de novembro. A Petrobras anunciou novo aumento do gás de cozinha e a alta foi de 4,5%, causada, segundo a estatal, pela alta nas cotações internacionais.

É o quinto aumento consecutivo. Desde que a companhia mudou sua política de preços para o GLP, em junho, foram seis aumentos e uma única redução: em 5 de julho. Nesse período, o produto vendido em embalagens de até 13 quilos acumula aumento de 54%. A Petrobras diz que, se o repasse ao consumidor for integral, o botijão ficará 2 ou R$ 1,21, mais caro.

— O reajuste foi causado principalmente pela alta das cotações do produto nos mercados internacionais, influenciada pela conjuntura externa e pela proximidade do inverno no hemisfério Norte — afirmou a estatal.

 

 

 

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