Futebol de Divinópolis pede socorro

Batendo Bola  

José Carlos de Oliveira 

jcqueroviver@hotmail.com.br 

 

A reunião de quinta-feira, na Câmara de Divinópolis, para tratar e falar de assuntos ligados ao esporte na cidade, não trouxe nenhuma luz para a situação, a não ser a comprovação de que o esporte na cidade está agonizando há anos, está na UTI faz tempo, e é preciso que se unam forças para mudar este quadro.  

Não há como alguém apontar onde está pior, se nos especializados ou no futebol. Para onde quer que se olhe, a situação é de penúria, de total abandono e descaso. E algo tem que ser feito para mudar este quadro. A pergunta que fica é: como e quando? 

Como ninguém sabe, ninguém viu. Mas quando todos temos certeza e convicção de que é para ontem. Agora, a palavra final tem que vir mesmo é das autoridades competentes. Sem elas, nada pode e nem poderá ser feito. 

Ferroviário é exemplo do descaso  

Só para ficar no futebol, há muito a ser feito. E se formos falar dos clubes que fecharam as portas por não ter como se manter em pé, teríamos que puxar da memória e mesmo assim ainda ficaria algum de fora. 

Mas para pegar apenas um como exemplo, vamos falar do Ferroviário Atlético Clube, do bairro Esplanada, que há anos clama por socorro e ninguém faz nada para ajudar. 

É triste, lamentável, ver como está o estádio Benjamin de Oliveira, outrora palco de grandes glórias para o futebol da cidade. E o alviverde do bairro Esplanada, então? Nem se fala. Vai morrendo às mínguas e nada é feito para mudar o quadro.  

Falam, falam, mas atitude mesmo, nada! A hora não é para reunião, para conversa mole. A hora é para ação. 

E que não me venham com promessas eleitoreiras, que nunca darão em nada. Ajudem sem prometer nada e sem pedir nada em troca. Simples assim. 

O Ferroviário, como o Guarani, o Flamengo, o Vasco, o Palmeiras, o PEC, e tantos outros, são patrimônio da cidade e como tal devem e têm que ser tratados! Nada mais que isso! 

Isso é um trabalho social 

 Alguém já disse uma vez, e estava coberto de razão, que a melhor forma de ensinar uma criança a trilhar o caminho do bem, é lhe mostrando o que fazer e lhe dando oportunidades para tal. E neste quesito especifico, Divinópolis também está devendo e muito. A depender das autoridades, nossos jovens nunca terão uma chance de ser alguém melhor na vida. Com exceção da prefeitura que mantém alguns projetos esportivos.  

No mais, o pouco que acontece por aqui, é bancado por meia dúzia de heróis anônimos, pessoas que amam o que fazem e que dão uma contribuição enorme para o bem da sociedade. 

Sem ajuda de nenhum poder público, homens e mulheres do bem, ainda conseguem fazer algo por nossas crianças e jovens. E tiro o chapéu para estas pessoas, que usam parte de seu tempo (e até mesmo de seu salário) para manter escolinhas de futebol. 

E é este mesmo o caminho, o único caminho. Querem mudar a história do esporte em Divinópolis, comecem por dar apoio moral e também financeiro a estes abnegados, que fazem pelo esporte da cidade o que ninguém jamais fez e nem fará. 

Verdade como esta não há! 

MANGUIERAS BRASIL 

 

Guarani emplaca   

 E o departamento de futebol amador do Guarani continua colhendo os frutos de seu trabalho, e mostrando o acerto que foi a diretoria apostar na volta das equipes de base ao Farião. Muito já foi dito, mas não custa nada repetir, que este é único caminho para o Guarani reescrever sua história. 

E a comprovação desta verdade veio esta semana, quando os organizadores da Super Copa do Instituto Mineiro de Escolinhas de Futebol (Imef), divulgaram as seleções da competição, que foi encerrada no final do mês passado. 

Finalista na categoria Sub-15 – perdeu a decisão para o Filhos do Vento na cobrança de pênaltis, depois de empate em 1 a 1 no tempo normal – o Guarani emplacou nada menos que cinco jogadores na seleção do campeonato estadual. 

Estão na seleção os atletas Pedro, Lucas, Julio César. Thales Henrique e João Gabriel. Querem mais? Aí é pedir muito. E dá-lhe Bugre! 

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