Funcionários da RBH fecham acordos

 

Gisele Souto

Funcionários da Construtora RBH lesados pela empresa participaram ontem à tarde na Justiça do Trabalho de uma audiência.  Foram fechados em entre 20 e 25 acordos. Porém, outras sessões foram agendadas, pelo menos mais 20. A advogada dos proprietários garante que a empresa acertará com todos. Para quitar as dívidas, a justiça está usando dinheiro que foi bloqueado. Foram 44 reclamatórias ao todo. Todos os trabalhadores são representados nas audiências pelo sindicato da classe. As datas das próximas não foram confirmadas ainda. O proprietário da construtora, Péricles Hazana Marques Júnior, que está no presídio Floramar, esteve no prédio da justiça para acompanhar de perto o desenrolar dos fatos, porém alegando problemas de saúde, não entrou na sala de audiência. Aguardou pela advogada no gabinete da juíza.

Clientes

Alguns compradores dos imóveis da empresa e que estão no prejuízo estiveram no prédio na expectativa de ser ter alguma novidade para eles. No entanto, a audiência de ontem, tratou apenas dos processos trabalhistas. Por enquanto, eles não sabem ainda como ficará a situação deles. É calculado, segundo a Polícia Civil, por enquanto, um rombo de aproximadamente em R$ 60 milhões.

Presos

A PC indiciou cinco pessoas no inquérito no policial. Destas, quatro estão detidas no Floramar. Além de Péricles, a esposa Sandra Mara de Oliveira Barros, o filho Rafael e uma sobrinha estão presos. A irmã de Sandra responde ao processo em liberdade.

A justiça negou na quinta-feira passada, 4, o pedido de liberdade dos envolvidos. A defesa dos acusados entrou com o pedido para que eles pudessem responder aos crimes aos quais são acusados, em liberdade. O Ministério Público (MP) se manifestou pelo indeferimento do pedido de liberdade provisória, o que foi atendido pelo juiz Cristiano de Oliveira Cesariano.

 Na alegação, o magistrado diz que existem indícios suficientes da dilapidação patrimonial dos investigados e manobras para a ocultação de patrimônio, o que torna a medida necessária e adequada para o momento.

Afirma ainda que a defesa não trouxe esclarecimento plausível de ausência de crimes dos investigados, nem apresentou qualquer justificativa para fechamento sumário da empresa, cuja a alegação de dificuldades financeiras é rasa.

Ainda segundo o juiz, a soltura dos investigados neste momento de prosseguimento das investigações, causaria insegurança e descrédito da sociedade nas formas de combater crimes, ao se observar ainda, que os acusados sequer possuem endereço fixo na cidade.

O caso

As investigações mostram que são três grandes prédios, num total de 80 apartamentos, comercializados e não concluídos. Um está em fase de acabamento, outro com duas lajes e um terceiro somente na planta.  Todos estão na avenida Divino Espírito Santo e ruas próximas, mesmo endereço da empresa que fechou as portas e nem avisou para os funcionários. Algumas pessoas vêm pagando de forma parcelada, outras, já quitaram todo o valor do imóvel, com preços que vão de R$ 50 mil a quase R$ 1 milhão.

 

 

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