Força-tarefa vai vistoriar todas as clínicas para dependentes de Divinópolis

Ação começou após denúncia no MP; 4 já foram visitadas

 

Gisele Souto

 Tudo começou com uma denúncia no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). As informações davam conta de que havia maus-tratos e até tortura, além de não cumprir os critérios da Vigilância Sanitária em uma clínica na comunidade de Boa Vista. Porém, a constatação foi somente de falta de condições adequadas para funcionamento.

A partir daí foi formada uma força-tarefa com a participação da Polícia Militar, MP, Defensoria Pública e Prefeitura. Cada um desses órgãos tem um representante no grupo.

É feita apenas uma fiscalização por semana, pois é preciso coincidir com a disponibilidade de todos. O município possui 23 clínicas no total e 4 delas já foram visitadas. Três foram interditadas e uma foi aprovada.

Aprovada

A comunidade terapêutica Chácara São João Paulo II, projeto da Missão Maria de Nazaré, foi a última a receber a visita do grupo, que ocorreu quarta-feira da semana passada, 6. Foram vistoriados o espaço físico, alimentação, programa terapêutico, equipe técnica, documentação e ainda foram colhidos depoimentos dos adolescentes em tratamento. Não foi constatada nenhuma irregularidade.

O Missão Maria de Nazaré acolhe exclusivamente adolescentes do sexo masculino com idade entre 12 a 18 anos incompletos para tratamento de dependência química.

Última barrada 

A última comunidade terapêutica a encerrar as atividades fica no Primavera, em Ermida. Foi no dia 31 do mês passado. Existia a suspeita de que equipamentos encontrados no local teriam sido usados a aplicar choques nos 18 internos, o que não foi comprovado.

O grupo constatou irregularidades semelhantes às encontradas nas outras duas clínicas anteriores. Todas foram interditadas em agosto.

Destino 

Pacientes com problemas mentais são direcionados ao Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD). Os que apresentam outros tipos de problemas de saúde são levados para assistência em outros locais. Já com os que não têm nada constatado, é feito contato com a família para que ela tome as providências, como transferi-los para outra clínica ou buscá-los.

 

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