Força metalúrgica

 

Anna Lúcia Silva

A indústria metalúrgica e de fundição são setores que vivem desempenhos e retrocessos a cada fase da economia, mas ainda se mantêm de pé, carregando consigo a força que é evidente tanto regionalmente quanto internacionalmente, no quesito exportação. Muitos segmentos de serviços e da indústria sofreram com a queda nas vendas, baixa nos lucros e acúmulo de prejuízos nos últimos anos. No entanto, essa realidade tem tomado outras formas e estes setores estão retomando o crescimento de suas atividades.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Divinópolis, o setor tem se fortalecido desde o ano passado e, embora em meados de 2008 houvesse 17 siderurgias, até hoje dez delas se mantêm ativas e com força de produção elevada, empregando direta e indiretamente cerca de 20 mil pessoas.

Em Divinópolis, hoje estão em plena atividade 80 fundições e 25 altos-fornos, responsáveis pela produção massiva de ferro-gusa exportado a vários países desde a década de 50, mantendo-se assim até hoje, mesmo diante das incontáveis quedas nas vendas.

— É um setor que vive momentos de muita oscilação por ser interligado à taxa cambial e situação econômica do país. Sempre foi um importantíssimo setor para Divinópolis, tanto para geração de emprego quanto para o crescimento da economia local, integrando ainda uma cadeia produtiva na região consolidando Minas Gerais num patamar importante da indústria — disse o coordenador-geral do Sindicato dos Metalúrgicos, Anderson Willian.

Diante desses aspectos, a conclusão do coordenador é de que se trata de um momento de comemorações, visto que o setor abre portas ao trabalhador, evidencia o nome de Divinópolis no meio comercial e ainda garante sustentabilidade econômica ao estado.

 

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