Força de segurança tenta achar assassinos de PM e trabalhador

 

Gisele Souto

Ainda estão foragidos, 11 dos 15 foragidos suspeitos de invadir, roubar matar em Pompéu, região Central de Minas, na madrugada da última terça-feira.  Numa tentativa de tentar capturá-los, o uma força de segurança, militares da 7ª Região da Policia Militar (7ª) e o Estado trabalham exaustivamente com este objetivo. A opinião é unânime que se trata de bandidos de alta periculosidade e não podem ficar soltos, já representam algo risco a sociedade.

Os quatro são suspeitos de participarem de explosão da uma agência bancária, matar um militar e um rapaz de 22 anos e ainda ferir gravemente outro policial, e foram capturados em locais diferentes, com armas, munição, carros roubados e rádios comunicadores na frequência da PM. Segundo informações da PM, dois são de Betim e Curvelo e têm extensa ficha criminal, com envolvimentos em roubos, tráfico e homicídio.

Força de segurança

Existe uma Força Tarefa que foi lançada pelo Governo Estadual lançou uma força-tarefa exatamente para atuar frente a esta prática criminosa que é a explosão a caixas eletrônicos. Neste sentido, foi criada também na área de responsabilidade da 7ª RPM um grupo formado policiais militares e civis da área da 7ª Região Integrada de Segurança Pública (Risp). 

— Devido às últimas ocorrências, especialmente a de Pompéu, tendo como agravante as mortes de um militar e um trabalhador, além do policial ferido, as duas forças estão trabalhando em conjunto para identificar os criminosos — explica o comandante da 7ª RPM, coronel Willian Carvalhaes.

Homenagens 

O enterro do cabo Osias foi ontem, às 8h, no cemitério municipal de Martinho Campos. Ele foi homenageado com salvas de tiros pelos colegas e, em Divinópolis, também foi lembrado. Policiais e viaturas se reuniram na praça da Catedral, acionarem sirenes e prestarem a continência por um minuto.   Ele era casado há dois anos com Amanda Aiala dos Santos Barros, de 25, e pai de uma menina de 10 meses.

Sem o braço

O cabo Lucas Reis Rosa ferido gravemente por dois disparos de fuzil, passou por duas cirurgia e teve o braço amputado.  Ele continua internado na UTI do Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. Foi necessário decepar o braço direito por causa gravidade dos ferimentos, já que a bala atingiu a artéria braquial.

Entenda o caso

Os bandidos chegaram a Pompéu, por volta das 2h da última terça-feira, parte do bando ficou na praça, onde fica a agência do Banco do Brasil e outra seguiu para o quartel da PM. Lá, eles trancaram o portão com correntes e cadeados para que os policiais não saíssem para reforçar a guarnição que estava na rua, mas deram de cara uma viatura com policiais que registram boletim de ocorrência. Então atiraram contra o prédio deixando marcas de balas por toda parte. Eles também encheram as ruas próximas ao quartel de "miguelitos" (armadilha de pregos para furar os pneus das viaturas). Os pregos retorcidos também foram espalhados nas rodovias que dão acesso à cidade para impedir que chegasse reforço policial de outros municípios. Uma viatura da PM bateu após ter os pneus furados. Ambulâncias que levavam pacientes para Belo Horizonte, também ficaram pelo caminho. A quadrilha que usava carros roubados,  um foi abandonado na cidade, fugiu logo após os crimes e, ontem, quatro suspeitos foram pegos e tiveram a prisão decretara pela justiça.

 

 

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