Fogo em Roma

Fogo em Roma

Entre 18 e 19 de julho do ano 64 D.C., parte de Roma foi totalmente destruída devido a um incêndio. Acredita-se que o culpado pela destruição, que causou milhares de mortes, seja Nero. A teoria é que ele queria fazer uma grande reforma urbana na cidade, pondo bairros inteiros abaixo para erguer construções mais modernas. Aí, para apressar essa repaginação na metrópole, Nero teria mandado tascar fogo geral! E a política divinopolitana está como Roma em 64 D.C. Está pegando fogo. Escândalos atrás de escândalos. Tanto no Poder Legislativo quanto no Executivo. Tem fogo para todo lado. E quem também está queimando é o povo.

Quem acompanha a política local vai se lembrar muito bem das reuniões históricas de 2017. O ano começou com brigas horrendas, troca de farpas e muito desrespeito. Os vereadores faltavam se estapear no plenário. E a situação perdurou por todo o ano, até que fechou com “chave de ouro” durante as discussões da revisão da planta de valores do Imposto Predial de Territorial Urbano (IPTU). Sobrou até para a imprensa, que apenas cumpria o seu papel de reportar à população o que acontecia no Poder Legislativo. 2017, sem sombra de dúvidas, foi um ano marcante para a política local. E, quando pensávamos que as coisas não tinham como piorar com a tal renovação, em abril surge Marcelo Máximo de Morais, o Marreco, com os seus áudios, que causaram mais um incêndio na política divinopolitana.

Porém, o fogo desta vez era mais direcionado ao Executivo, e foi um prato cheio para os vereadores da oposição. O que teve de palanque feito com a história, não tem como mensurar. Os parlamentares não conseguiram manter o foco e partiram a politicagem. E politicagem nada mais é do que “política de interesses pessoais, de troca de favores, ou de realizações insignificantes”. Os vereadores não conseguiram ser técnicos. Partiram – mais uma vez – para os ataques pessoais e se queimaram neste incêndio. O fogo foi apagado, mas reacendeu de novo neste ano, com o terceiro pedido de impeachment de Galileu. Se em 2017 as chamas atingiram o Legislativo, e em 2018 foi no Executivo, este ano foi nos dois.

A visita de Rinaldo Valério à casa de Eduardo Print Júnior (SD), às vésperas da votação do impeachment, colocou “fogo em Roma” mais uma vez. A história, que ainda é nebulosa e envolve assessores de outro vereador, parece que nunca será esclarecida. Afinal, o que foi dito dentro da casa de Print Júnior, só ele e Rinaldo Valério sabem. Agora, as acusações estão para todo lado. Virou até mesmo caso de polícia. Um acusa, o outro rebate, e as histórias não batem, mas as câmeras mostram e, no fim, cada um terá que fazer o seu julgamento, pois parece que a politicagem está reinando mais uma vez.

O que consola é um provérbio árabe que diz que “o fogo tudo purifica”. A esperança é que, assim como Roma, a política de Divinópolis um dia consiga se reerguer e ter dignidade. O desejo também é que um dia os divinopolitanos sejam verdadeiramente representados.

 

 

 

 

 

 

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