Fiscalização da Prefeitura evitou que mais de 8 mil aves impróprias para consumo chegassem à população

Da Redação

A Prefeitura de Divinópolis, através da Secretaria Municipal de Agronegócios, por meio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), evitou que cerca de 8.240 carcaças de aves nocivas chegassem à população com fiscalizações nos abatedouros da cidade.

Foram verificadas carcaças com septicemia (infecção generalizada), salpingite (inflamação do oviduto), aspecto repugnante (odor fétido e coloração anormal), contaminação da carne (por fezes, por bile, por contato com superfície contaminada como o chão sujo) aerossaculite (inflamação dos sacos aéreos), caquexia (grau extremo de enfraquecimento), neoplasia/tumor (massa anormal de tecido),

A Prefeitura informou que o SIM realiza diariamente nos abatedouros a chamada inspeção permanente, exigida em legislação, sendo responsável pelo exame ante mortem, análise clínica e documental das aves vivas e post mortem (exame realizado na carcaça e suas respectivas vísceras de forma visual com o intuito de identificar possíveis doenças e assim impedir que o alimento não seguro chegue à população), trabalhando em caráter preventivo e imparcial.

— O órgão trabalha de forma orientativa, porém sem prejuízo as ações cabíveis quando necessárias, determinando que os estabelecimentos implantem os programas de autocontrole (programas desenvolvidos, procedimentos descritos e desenvolvidos, implantados, monitoras e verificados pelo estabelecimento) com vistas a assegurar a inocuidade, identidade, qualidade e a integridade dos seus produtos relacionados principalmente a higiene e as boas práticas de fabricação — informou a Prefeitura.

“Ovinhos” de galinha

Esses “ovinhos” são oriundos de galinhas de granja de postura (poedeiras), tais aves já possuem idade avançada (aproximadamente dois anos), sendo consideradas galinhas de descarte (diferentes das galinhas conhecidas como caipira), então enviadas aos abatedouros municipais e comercializadas no município.

Pela idade já avançada, essas galinhas descartadas pelas granjas possuem um risco sanitário mais elevado, assim como seus subprodutos. Por isso, a Portaria Federal nº210/1998 determina o recolhimento dos ovários de aves (reprodutoras ou poedeiras comerciais) será permitido desde que a coleta seja realizada somente após a liberação das aves por parte da Inspeção, observando-se todos os princípios básicos de higiene, sendo produto resfriado imediatamente após a coleta a uma temperatura máxima de 4ºC, devendo ser armazenado e transportado sob refrigeração (0ºC) e destinado exclusivamente para pasteurização.

Segundo o secretário Municipal de Agronegócios, Gustavo Mendes, não foi proibido o beneficiamento de ovários (conhecidos como ovinhos), e sim solicitado que os estabelecimentos que tivessem interesse procurassem o SIM para orientação e adequação de seus processos conforme a portaria.   

— Esclarecemos que nenhum dos estabelecimentos registrados no município tem estrutura física e higiênico sanitária para o beneficiamento de tais produtos. Seria negligência por parte do órgão a liberação deste produto nas condições apresentadas pelos estabelecimentos atualmente — disse

Ainda de acordo com o secretário é atribuída à salmonelose (associado principalmente aos ovos, incluindo os “ovinhos”) a origem de muitos problemas de saúde vinculados com o aparelho digestivo, desde uma toxinfecção alimentar até alguns muito graves como a meningite, a pancreatite e a miocardite. Uma possível sequela de uma salmonelose intestinal é o aparecimento da Síndrome de Reiter, cerca de um mês depois da manifestação dos sintomas digestivos. Os sintomas incluídos nesta síndrome são: artrite, conjuntivite, uretrite e lesões na pele.

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