Fim das coligações pressiona vereadores

Da Redação

O fim das coligações partidárias colocou os vereadores de Divinópolis “contra a parede”. Após a aprovação da Emenda Constitucional 97/2017, que alterou a Constituição Federal e vedou a coligações partidárias das eleições proporcionais, os partidos terão que lançar suas próprias chapas para conseguir eleger vereadores no próximo ano. A regra também é válida para deputados federais e estaduais. As coligações serão permitidas apenas para as eleições majoritárias, ou seja, de prefeitos, governadores e presidente. Com a emenda, chega ao fim a velha prática de um candidato com votação expressiva eleger outros do grupo.

De acordo com dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), dez vereadores de Divinópolis foram eleitos por “quociente partidário” (QP), ou seja, são aqueles cujo partido ou coligação conquistou as vagas logo de início, pela parte inteira do QP. São eles: Ademir Silva (PSD), Josafá Anderson (PPS), Marcos Vinícius (Pros), Delano Santiago (MDB), Adair Otaviano (MDB), Zé Luiz da Farmácia (PMN), Renato Ferreira (PSDB), Sargento Elton (Patriota, ex PEN), Eduardo Print Júnior (SD) e Janete Aparecida (PSD).

Já os vereadores Cleitinho Azevedo (PPS), Rodrigo Kaboja (PSD), Cezar Tarzan (PP), Raimundo Nonato (PDT), Edsom Sousa (MDB), Nego do Buriti (PEN) e Roger Viegas (Pros) foram eleitos pela média, ou seja, com a sobra dos votos.

Nas eleições de 2016 foram formadas em Divinópolis as coligações Pros/MDB; PMN/PDT/ PV; PSDB e PTB; Patriota e PRB; e SD e PP. Em alguns casos, como o do vereador Edsom Sousa, ele foi eleito devido à votação expressiva de Delano Santiago. Já Cezar Tarzan só conseguiu o cargo devido à coligação SD/PP. Com a votação expressiva de Print Júnior, Tarzan obteve a cadeira no Poder Legislativo. Já o ex-vereador Cleitinho Azevedo conseguiu a cadeira devido aos votos que sobraram de Josafá Anderson.

Outro exemplo é Kaboja, que só conseguiu sua reeleição graças à votação expressiva de Ademir Silva – que obteve o maior número de votos para vereador: 3.685. Roger Viegas, por sua vez, foi eleito com as sobras dos votos da coligação Pros/MDB. O caso é o mesmo dos parlamentares Raimundo Nonato e Nego do Buriti. Eles só conseguiram seus cargos devido às sobras dos votos das coligações PMN/PDT/PV e Patriota/PRB, respectivamente.

Mais motivos

Além de eleger outros candidatos do grupo que tiveram votação menor, as coligações eram utilizadas para conseguir maior tempo de propaganda nas rádios e emissoras de televisão. Com a nova regra, os partidos terão que promover mudanças efetivas na forma de fazer política, sob o risco de ter candidatos com representativo número de votos sem cadeira.

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