Fiemg divulga estudo de impactos econômicos do coronavírus

Da Redação

A pandemia do novo coronavírus tem causado interrupções na produção industrial no Brasil. Em razão disso, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) avalia os impactos que podem existir na economia. Estudo elaborado pela entidade aponta que Minas Gerais pode fechar o ano de 2020 com a perda de 2,02 milhões de empregos formais, considerando a paralisação quase total das atividades produtivas em um período 30 dias, devido à pandemia do novo coronavírus. Já a projeção nacional mostra que 16,7 milhões de empregos formais tendem a ser perdidos em todo o país, considerando o mesmo período.

― O distanciamento social é uma medida eficaz para evitar a propagação do vírus, mas traz efeitos colaterais como a paralisação de diversas atividades econômicas, provocando de forma súbita choques de oferta e de demanda no Brasil e em Minas Gerais. Essa já é uma realidade, pois temos atividades econômicas sendo interrompidas. É preciso manter o funcionamento parcial de atividades que são fundamentais para a sociedade ― explica o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.

O estudo da federação mostra os efeitos negativos no mercado de trabalho e no PIB de Minas Gerais e do Brasil. No cenário com duração de 30 dias de paralisação, a queda do PIB brasileiro pode alcançar 8,3% e o mineiro poderá ser de 10,2% em 2020.

Setores mineiros mais impactados

Nesta mesma hipótese, o setor de serviços em Minas Gerais pode recuar em até 36,4%. A indústria recuaria 17% e a agropecuária 5,4%. As maiores demissões aconteceriam no setor de serviços, com 1,02 milhão de demitidos, seguido pela indústria geral, com 369,6 mil.

Os setores industriais como fabricação de máquinas e equipamentos elétricos, produção de ferro-gusa, siderurgia e tubos de aço, defensivos, desinfetantes, tintas e químicos, celulose, citando alguns exemplos, teriam uma queda da atividade superior a 20%.

― Por se tratar de uma crise sem precedentes, precisamos acompanhar as medidas tomadas no Brasil e no mundo e revisar as nossas projeções com frequência. Assim poderemos avaliar um cenário que contribua para o enfrentamento e mitigação dos impactos dessa crise ― ressalta o líder industrial, que ainda apresenta projeções mais conservadoras que podem trazer um impacto ainda mais preocupante.

― Em um cenário mais extremo, com paralisação de 90 dias, a perda de postos de trabalho chegaria a 40 milhões no Brasil e 5 milhões em Minas Gerais ― alerta Roscoe.

Os impactos do estudo da Fiemg foram medidos por meio de análises que consideram três cenários com uma paralisação de 30, 60 ou 90 dias. E ainda avalia duas estratégias de distanciamento social: a mitigação e a supressão. Na estratégia de mitigação, vigente no Brasil até o momento, impede-se o funcionamento daquelas atividades que requerem aglomerações. Já na supressão, forma extrema de estratégia de distanciamento social, todas as atividades são interrompidas, com exceção do funcionamento de hospitais e de alguns setores de primeira necessidade.

O estudo completo está disponível neste link.

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