Fiemg acredita em nova redução de juros

 

Pablo Santos

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano. Em nota, a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) diz acreditar em espaço para o início de um novo ciclo de redução do juro básico no país. Uma nova redução poderia compensar o impacto negativo da mineração. A aprovação de reformas também é tida como essencial.

Para o comitê do Banco Central, os indicadores recentes da atividade econômica apontam interrupção do processo de recuperação da economia nos últimos trimestres. Ainda assim, o comitê avalia que haverá retomada gradual. Na nota, a Fiemg afirma acreditar que a queda da taxa Selic estimularia a economia nacional.

— Entendemos que a redução na taxa Selic é importante para estimular a economia brasileira e compensar o choque negativo decorrente da paralisação parcial no setor de mineração em Minas Gerais. Paralelamente, é essencial avançar na agenda de aprovação de reformas estruturais que reduzam a incerteza, destravem o ambiente de negócios e, consequentemente, estimulem a retomada dos investimentos no país — destaca a nota. 

Novo ciclo

Na opinião da entidade, existe espaço para novas quedas de juros.

— Tendo em vista a debilidade da atividade econômica, exemplificada pela variação negativa de 0,2% do PIB brasileiro no primeiro trimestre e pelos elevados indicadores de ociosidade da capacidade instalada e no mercado de trabalho, faz sentido perguntar se não teria sido mais apropriado iniciar um novo ciclo de redução do juro básico no Brasil — ressaltou a nota da entidade.

Além disso, há uma predominância de fatores que tendem a resultar em variação dos preços ainda menor.

— Um exemplo é a desaceleração econômica global, atrelada ao agravamento da tensão comercial entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais, que tem servido como justificativa para a adoção de estímulos monetários e fiscais em outros países — finalizou a nota.

 

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