Férias terminam, mas clubes não voltam aos treinamentos

José Carlos de Oliveira

 

Atividades nos centros de treinamento dos grandes clubes mineiros somente devem acontecer na segunda quinzena deste mês, ou até mesmo serem adiadas ainda mais, para o início de junho. As férias anuais dos jogadores, que normalmente acontecem no fim de cada temporada, mas que este ano foram antecipadas para abril, terminaram no último dia 30 e os times tiveram que tomar novas medidas para atender às autoridades de saúde, o governador do estado, Romeu Zema, e o presidente da Federação Mineira de Futebol, Adriano Aro, que não liberaram as atividades em campo para os jogadores.

Com o pico da pandemia da covid-19 previsto para o início de junho, os dirigentes decidiram esperar por uma palavra oficial das autoridades da saúde para liberar os times para os treinos em campo. 

Enquanto não voltam aos trabalhos presenciais, Cruzeiro e Atlético têm dias agitados nos bastidores, decidindo questões financeiras, buscando reforços e trabalhando em home office, com atletas e comissão técnica em contato por vídeoconferência para as primeiras atividades em casa.

 

Cruzeiro

 

No Cruzeiro, na tarde de segunda-feira, 4, Enderson Moreira teve o primeiro contato com seus comandados. O técnico celeste, contratado pela Raposa em março, logo após o início do recesso do departamento de futebol em razão da pandemia do coronavírus, se “encontrou” com os jogadores pela internet, por meio de videoconferência, que contou ainda com a participação de integrantes da comissão técnica e diretoria.

Segundo Enderson, o bate-papo foi importante para que todos expusessem suas ideias e de que forma poderiam ajudar o Cruzeiro em seu momento de reconstrução. 

 

Atlético

 

No Atlético, a principal novidade desta semana, e a luta judicial que o clube trava em processo movido contra a empresa Koch Tavares/CIE-Octagon, que tempos atrás assinou acordo com o Galo.

O Atlético buscava ser ressarcido em cerca de R$ 20 milhões da quebra contratual feita pelo grupo Koch Tavares/CIE-Octagon. O Galo fechou acordo com a empresa nos anos 2000. O clube mineiro perdeu a ação e valores foram bloqueados na Justiça, e agora o clube alvinegro tenta o desbloqueio. 

O valor é de cerca de R$ cerca de R$ 4 milhões, que ficaram retidos na Justiça. O vice-presidente do Galo, Lásaro Cândido da Cunha, espera que o clube tenha acesso ao dinheiro nas próximas semanas.

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