Fashion cringe

BLOCO DE MODA

 

Wagner Penna

 

Fashion cringe

 

Entre os vários desdobramentos comportamentais que as redes sociais provocaram no mundo está o fortalecimento do que pensam e fazem as novas gerações. Daí surgiram as definições para millennials (quem tem entre 20 e 35 anos) e geração Z (abaixo de 20 anos), e, também, os termos usados para estabelecer usos, costumes & consumos específicos dos seus integrantes.

O choque de comportamentos era inevitável e explodiu nos últimos dias com a turma da geração Z chamado de “cringe” certas atitudes & usos dos millennials. O termo quer dizer algo ultrapassado – e uma das coisas que esses consumidores adolescentes definiram como cafona foi a calça “skinny” (bem justa). A peça recheou os armários dos jovens adultos de uns anos para cá, mas agora é detestada pelos adolescentes.

Por outro lado, elegeram a calça larga como a nova onda. Chamada nos anos 80 de “calça cenoura” (tem a forma do vegetal: larga em cima e afunilada nas pernas) tem tudo para voltar aos cabides jovens depois de ser chamada de “based” (ou seja, o contrário de cringe) pela novíssima geração. 

Como boa antena dos costumes, a moda acompanha tudo isso com muito humor, compreensível expectativa negocial e rapidez para colocar no mercado as novidades que essa turma curte.

 

VAIVÉM

  • A São Paulo Fashion Week parece ter encontrado um formato adequado à linguagem virtual. A saber: desviou o foco dos desfiles (que não existem mais e foram substituídos pelos vídeos e fotos) e ampliou os debates – principalmente em torno da sustentabilidade e diversidade. Bacana.

 

O inverno 2021 chegou mais forte do que se imaginava e com ele a necessidade de roupas mais pesadas. Com  isso, os tricôs com cara de trabalho manual da vovó voltaram a circular, muitos deles realmente retirados do fundo do armário – ou comprados no brechó. No topo das preferências, os cardigans e pulls com tramas lindíssimas na frente. Adoramos!!! 

 

PONTO FINAL 

 

O disse-me-disse no circuito das confecções em Beagá é que algumas das mais estreladas marcas do bairro do Prado (onde ficam os showrooms mais bacanas da cidade) decidiram fechar suas portas, definitivamente. Enquanto umas não estão mesmo aguentando o tranco da pandemia, outras vão buscar estados onde a carga do ICMS seja mais branda. No fim, quem perde é a moda mineira – e também quem precisa trabalhar e perdeu seu emprego.

 

Foto: Divulgação

 

LEGENDA / A calça-cenoura da Riachuelo

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