Família Martins I

Adriana Ferreira 

Os Martins têm raízes, em Pitangui, Nova Serrana e Divinópolis, tendo concorrido a pleitos municipais nessas duas últimas cidades. A história política nos últimos 53 anos começa em Nova Serrana com Benjamim Martins do Espírito Santo, sendo eleito prefeito da cidade.  Em Divinópolis seu filho Jaime Martins do Espírito Santo, o “Jaimão”, e sua nora Maria de Lourdes Martins, marido e mulher, ex-vices-prefeitos de Divinópolis e avô de Jaiminho Martins e Geraldinho Martins, ex-candidatos a prefeito e vice-prefeito, respectivamente, desta cidade. Jaimão também esteve vereador em Nova Serrana.

Eleições gerais

A família Martins representada por Jaimão e Jaiminho brilhou no parlamento e isso não é segredo para ninguém, tanto que nas últimas eleições Jaiminho quase elegeu seu desconhecido filho Bruce Martins a deputado federal. Prova que capital político a família tem!

Eleições municipais 

Jaimininho Martins começou sua carreira política em Divinópolis como candidato a prefeito em 1992, tendo como vice a atual presidente do PSDB à época PTB, Eliana Piola, que terminava seu primeiro mandato como vereadora (legislatura 1988/1992). Perderam para Aristides Salgado e Hilário de Oliveira Azevedo.  Em 1988, Jaimão Martins exercendo seu segundo mandato de deputado estadual foi candidato a prefeito, tendo como vice Domingos Sávio. Perderam para Galileu e Dr. Márcio Miranda. Saliente-se que Domingos Sávio foi candidato a prefeito em 1996, com Dr. Francisco Gonçalves como vice e ganharam as eleições. Em 2002, ambos saíram para deputado federal e ganharam. Doutor Francisco se aposentou da política e Domingos Sávio continuou sua carreira como parlamentar federal, tendo ganhado todas as eleições seguintes. 

Os Martins e Galileu

Já dizia Ulisses Guimarães, “na política até a briga é ensaiada”. Se Galileu derrotou Jaimão em 1988, isso não representou inimizade. Nas eleições municipais de 2000, Geraldinho Martins foi vice da chapa de Galileu. Porém, faltando um dia para o pleito, teve sua candidatura impugnada e nos dois últimos segundos do segundo tempo, a coligação conseguiu substituí-lo por sua mãe,  Dona Maria Martins e nossa Lady Di (generosidade) se torna vice-prefeita, tendo se mantido no cargo até o ultimo dia da legislatura. 

Estilo Galileu 

O alcaide é daqueles que mesmo doente não passa o bastão.  Se estiver internado, seu quarto se torna seu gabinete. Já tivemos prova disso nesta legislatura.  É preciso salientar que quando vice jamais ofuscou Fábio Notini. Não permite que ajam diferente com ele. Se for candidato a reeleição, quem sair seu vice, já está avisado. Vice-prefeito normalmente ocupa 1/8 de página e na página 2 da coluna Cidades, isso em qualquer lugar. Com Galileu, nem isso. Só se estiver envolvido em algum conflito. Rinaldo Valério que o diga!

Persistência ou insistência? 

Em janeiro deste ano, Jaiminho disse: “se precisar de mim,  serei candidato a prefeito de Divinópolis”.  Hã??!!! A família tem tentado repetir o feito do patriarca Benjamin Martins, ou seja, ser prefeito de uma cidade. Aqui Jaimão deu nome ao palácio municipal, ele e esposa foram vices, mas como alcaide ainda não deu certo para a família.  Jaiminho já teve seu nome apreciado para ministro de Estado e para se candidatar ao Senado Federal. Mas quer ser prefeito e pelo visto não importa de onde, pois já foi amplamente divulgado que chegou a transferir seu título para Belo Horizonte para lá sair candidato a prefeito. 

Parlamento

Se já chegou a transferir o título eleitoral pensando em ser mandatário maior em outro lugar, por que não tenta Pitangui ou Nova Serrana? Afinal, essas cidades sempre são as mais agraciadas por ele em se tratando de destinação de verbas. Nelas ele não será lembrado que quando situação no governo federal não conseguiu segurar nem a própria empresa, a Siderúrgica São Cristovão. Ou então assumir que seu destino é ser parlamentar e pavimentar a estrada rumo ao Senado Federal. Suas chances de vitória são grandes e, com isso, os Martins terão preenchido todos os cargos eletivos previstos para o parlamento brasileiro. Prefeito Municipal? Nunca precisou! Acorde!

Hã???!!!

Nove pré-candidatos a prefeito???!!! É isso mesmo, produção? Altruísmo ou oportunismo?

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