Fambaccord será investigada em CPI

Da Redação

O presidente da Câmara, vereador Rodrigo Kaboja (PSD), instaurou ontem uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a Federação das Associações de Moradores de Bairro e Conselhos Comunitários Rurais de Divinópolis (Fambaccord). A comissão será formada por Eduardo Print Júnior (SD), Sargento Elton (Patriota), Josafá Anderson (Cidadania) e Raimundo Nonato (PDT). De acordo com Elton, durante uma audiência pública, presidentes de bairros denunciaram e apresentaram documentação de uma possível intervenção da federação na Prefeitura de Divinópolis.

Ainda segundo o vereador, além da denúncia de interferência, os presidentes apontaram falta de clareza nas finanças, a contratação de um menor, ingerência e irregularidades nas eleições para a presidência das associações. Ainda conforme informou o parlamentar, serão investigadas também denúncias de ameaça por parte de ex-presidentes e influência da Prefeitura na instituição com cargos comissionados e em assuntos comunitários.

Sargento Elton disse ainda que as denúncias foram apresentadas e gravadas durante uma audiência pública realizada com a federação. O vereador revelou também que há relatos de que haveria tentativas de impugnação de chapas que vão concorrer com outras ligadas ao prefeito, Galileu Machado (MDB), assim que o período eleitorado começasse. 

— São relatos e provas, a audiência foi gravada, dos presidentes dos bairros. Há denúncia também de menores assinando documentos, filho do presidente e outras graves — garante.

A comissão terá 120 dias para apresentar o relatório final, podendo ser prorrogado, caso solicitado pelo presidente da CPI.

Posicionamentos

A Prefeitura de Divinópolis informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que não vai se pronunciar sobre o assunto, pois ainda não foi notificada sobre a instauração da CPI. Já o atual presidente da federação, Ricardo Lúcio de Andrade, negou as acusações e afirmou que o movimento tem como objetivo acrescentar às lideranças dos bairros, além de não ter fins lucrativos e sobreviver de doações.

— Nós somos voluntários e aqui é um movimento comunitário, que tem só a acrescentar junto às lideranças dos bairros da cidade. Vivemos de parcerias, como temos com o Município, que paga a água, a luz, a internet e o telefone, e temos a nossa sede, porque não temos receita — afirma.

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