Falta de plantões no Conselho Tutelar em Divinópolis é tema de debate

Reunião foi ontem e assunto pode ser debatido em audiência pública

Da Redação

A denúncia feita pelo vereador Marcos Vinícius (Pros) sobre a falta de plantões obrigatórios no Conselho Tutelar na reunião da última quinta-feira teve o primeiro resultado ontem. Como presidente da Comissão de Justiça, ele se reuniu à tarde com representantes da entidade e do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes para tratar sobre as denúncias.

O principal questionamento foi o de que lei obrigada a existência dos plantões. O vereador afirma que Divinópolis é a única cidade do estado a não ter o serviço. A Promotoria da Infância e Juventude move uma ação para tentar conseguir o atendimento.

Audiência

No encontro de ontem à tarde ficou definido que será realizado um seminário no formato de audiência pública com a presença das cinco conselheiras, do Ministério Público, das polícias Militar e Civil, dos comissários de menores, defensores públicos, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Conselho da Infância e Juventude, da Prefeitura e de outros que lidam diretamente com as situações envolvendo menores.

Marcos Vinícius explica que será discutida a volta do plantão e também fortalecida a ideia de se criar um novo Conselho Tutelar, já que o atual está sobrecarregado.

— Um novo já deveria estar em operação, conforme os critérios de proporcionalidade de população.

Projeto

Ficou agendado para a próxima terça-feira, 15, um novo encontro do vereador com os conselheiros tutelares para se definir os próximos passos e as etapas do projeto que trata de uma construção coletiva. O vereador disse ainda que uma melhor estrutura deve ser buscada para que os profissionais possam desenvolver melhor seus trabalhos.

Motivo

A gota d´água para o problema vir à tona foi uma adolescente encontrada alcoolizada na rua, num fim de semana. Na ocasião, havia a quem recorrer.

A Polícia Militar fez a ocorrência, mas não tinha para onde levar a menina. O vereador fala que não apenas ela, mas todos os outros garotos e garotas abandonados pelas famílias e que vivem pelas ruas correm sérios ricos às integridades física e mental.  

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