Falar menos e trabalhar mais

José Carlos de Oliveira 

O Cruzeiro caminha a passos largos para um buraco sem fundo, e faz isso pelas suas próprias pernas, por sua total incapacidade de jogar um futebol pelo menos convincente, capaz de fazer frente a seus adversários na Série B. Mesmo não tendo atualmente um grande time, o elenco celeste está sim anos luz à frente de seus concorrentes na competição, mas isto apenas no papel, porque dentro de campo não é isto que acontece. A Raposa se mostra abatida antes mesmo de a bola rolar, e o resultado disso é o desastre que estamos assistindo jogo após jogo, com o time ocupando as últimas colocações, mais perto de novo rebaixamento do que do tão sonhado acesso à elite do Brasileirão no ano de seu centenário.

Culpados

Pode-se sim apontar inúmeros culpados, porque qualquer pessoa que entenda um mínimo de futebol sabe bem que a posição do Cruzeiro na tabela não condiz com a capacidade – comprovada inúmeras vezes - dos atletas que compõem o elenco estrelado. Por que então em campo o time não mostra isso? São várias as razões e entre os principais responsáveis por este fracasso estão também alguns jogadores que não se empenham em campo, mas o principal culpado por este estado de espírito do time é mesmo o presidente Sérgio Santos Rodrigues, que fala demais e trabalha de menos.

Mudar o disco

A hora é de o comandante azul parar de jogar para a galera em sua ‘lives semanais’ e tratar de fazer aquilo a que se propôs: tirar o Cruzeiro do buraco em que se meteu. Não dá mais para ficar com este discurso de coitadinho, culpando meio mundo pelo fracasso azul - que vem sendo a fala desde quando assumiu o comando da diretoria – pois não leva a nada e nem fará o dirigente debelar esta crise sem fim. Ele já sabia antes mesmo de assumir o cargo que a situação era complicadíssima, então que pare com a conversa mole e trate de mostrar serviço. Fale menos e trabalhe mais Santos Rodrigues, é tudo que a China Azul pede neste momento.

Jogo para esquecer

Na volta dos jogos do Campeonato Mineiro em seu Módulo II, nada mudou para os lados do Guarani. Voltou como estava, com o time dando vexame dentro das quatro linhas. O pior agora, é que fora de campo, nos bastidores, a nova diretoria também não se entende. Até parece que estão copiando do dirigente da Raposa da capital, e falando demais em vez de arregaçar as mangas e mostrar trabalho. Se não pararem com isso e tratarem de mostrar serviço o Bugre ficará mesmo é para o ano que vem. E o que é pior, torcendo para as coisas não ficarem pior do que estão, com o alvirrubro amargando uma queda ainda maior no cenário esportivo das Minas Gerais, sendo rebaixado para a Segunda Divisão estadual. 

Menos mal que a posição na tabela permite ao Guarani um pouco de paz, pelo menos no que se refere a um novo rebaixamento, e mesmo para buscar uma vaga entre os quatro finalistas. Os números ainda são favoráveis e é só jogar bola que dá para sonhar.

Derrota amarga

Só que não pode se repetir o desastre do último sábado, na derrota para o Clube Atlético Serranense, na Arena do Calçado. Com o que mostrou no fim de semana nem para sonhar dá. O time jogou abaixo do que pode render, principalmente em seu sistema defensivo e terá que melhorar muito para mudar este quadro.

É vencer e vencer

E que ninguém para os lados do Farião se esqueça do que está em jogo para todos no clube, e tratem de erguer a cabeça para a partida do próximo sábado, quando o Guarani enfrenta o Clube Atlético do Pontal (CAP) Uberlândia, no estádio Parque do Sabiá, no Triângulo Mineiro. Vencer e vencer é o único resultado que resta ao Bugre para continuar sonhando. Uma nova derrota está totalmente fora dos planos da torcida, porque seria o mesmo que colocar o time na guilhotina, com a obrigação de vencer as três partidas restantes, para não deixar tudo para o ano que vem.

Como sou Guarani e não desisto nunca, acredito que no sábado começa a virada. Será? Basta acreditar, e eu acredito sempre. E dá-lhe Bugre!!! 

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