Faixa denuncia assédio moral

Gisele Souto 

Quem passa pela praça da Catedral desde ontem, não tem como não parar para ler uma faixa colocada em frente à sede da Justiça Federal, com os seguintes dizeres: “Servidores da justiça federal pedem socorro. Assédio moral”. Sem entender o contexto, muitos fotografam e as fotos invadiram as redes sociais. Com tantas plataformas digitais, especialmente grupos, elas foram parar no Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário Federal no Estado de Minas Gerais (Sintraemg), com sede em Belo Horizonte. Porém, como muita gente em Divinópolis, a entidade ainda tenta entender o que levou a colocação do protesto em praça pública.

A reportagem conversou com o coordenador-geral do Sintraemg, Carlos Humberto Rodrigues. Ele informou que o sindicato tomou conhecimento do fato por meio das redes sociais e, juntamente com demais membros da diretoria, analisa a situação para que as providências sejam tomadas. O coordenador disse ainda que um encontro está agendado com os servidores da Justiça Federal, tendo em vista que uma coordenadora do sindicato mora na cidade. Sobre a possibilidade de estar havendo assédio moral, ele diz que prefere aguardar o resultado da reunião, mas adiantou que o fato gerará alguma consequência até judicial.

— Estamos tratando esta situação com o maior cuidado possível — enfatizou.

O coordenador encerrou dizendo que, talvez até hoje, tenha-se algum desdobramento.

O fato

A faixa foi colocada na tarde da última segunda-feira, 2, e chamou atenção porque não foram citados nomes de quem estaria cometendo ou sofrendo o assédio moral. Por isso, motivou uma reunião envolvendo todos os juízes que atuam no órgão. A Polícia Federal foi chamada e registrou um Boletim de ocorrência. Nos grupos de WhatsApp o principal questionamento é: quem teria colocado esta faixa e porque não identificou os envolvidos? Resposta que pode vir somente depois da reunião entre o sindicato e os servidores.

 

 

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