Exportações caem e importações sobem

Pablo Santos

Os negócios do Centro-Oeste com o mercado externo sofreram retração no primeiro mês do ano. As exportações caíram vertiginosamente e as importações aumentaram. O resultado foi um saldo da balança comercial com queda de 62%, de acordo com os dados da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Se as exportações superam as importações, o resultado é de superávit. Se acontecer o contrário, o resultado é de déficit.

As exportações recuaram 41,3% em janeiro no geral, quando comparadas com o mesmo período do ano passado. Foram analisados os negócios em 76 cidades da região.

No primeiro mês do ano, foram negociados US$ 40,8 milhões de mercadorias com o exterior. No mesmo período de 2019, as vendas para o mercado externo somaram US$ 69,5 milhões. Metalurgia, extração de maneirais metálicos e alimentos são os principais itens exportados. 

Já as importações cresceram em janeiro deste ano. De acordo com os dados da Fiemg, foram negociados com outros países US$ 19,8 milhões. No primeiro mês de 2019, as vendas somaram US$ 13,8 milhões. Quando são comparados os dois períodos, as importações avançaram 43%, apontaram os números da Fiemg.

Com queda das exportações e alta das importações, a balança comercial da região sofreu forte recuo de 62%. No primeiro mês deste ano, o superávit foi de US$ 21 milhões. No mesmo período de 2019, o saldo foi maior: US$ 55,6 milhões.

2019

O saldo da balança comercial da região Centro-Oeste terminou 2019 com crescimento de 24%. As exportações concretizadas pelos 76 municípios da região influenciaram no superávit.

O saldo positivo da balança comercial da região atingiu a cifra US$ 662 milhões em 2019. O desempenho é 24% maior na comparação com o período anterior, quando o superávit positivo ficou em US$ 492 milhões.

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