Expectativas

Mais um ano está chegando ao fim, e por ser um que antecede eleições, 2019 termina com muitas expectativas. De um lado, os servidores públicos municipais e estaduais à espera do pagamento do 13º salário. De 2016 para cá, os funcionários públicos amargam parcelamentos e atrasos do benefício. Com isso, se viram como podem para fazer suas ceias de Natal, para comprar os presentes dos familiares e para manter um sorriso no rosto, mesmo quando aqueles que os deveriam representar, lutar por eles, estão com a mesa farta e a árvore de Natal lotada de presentes. E como tudo nesta vida é uma engrenagem, sem 13º, sem lucro para o comércio. A expectativa do segmento em Divinópolis é que o pagamento do benefício injete R$ 122 milhões na economia local, mas será que isso vai acontecer?

Sem sombra de dúvidas 2019 foi um ano marcado por tragédias, por novidades – muitas – e deixou marcas nos brasileiros. Sem nenhum medo de errar, o ano deixou lições e, apesar das inúmeras expectativas, 2020 está chegando com grandes responsabilidades. O fato de os servidores públicos estarem passando por esta situação repetidamente mostra que algo deve ser mudado. De um lado há funcionários “se virando nos 30” para celebrar as festas de fim de ano, e, de outro, muita gente apostando em boas comemorações e em um ano que está por vir bem diferente. E, se a situação se repetir, como no fim do ano passado, é porque algo está errado e deve ser corrigido. Para mudar os rumos da história talvez seja necessária não muita coisa. Basta um exame de consciência. Se perguntar: o que posso fazer para mudar isso? Escolher melhor os meus representantes? Analisá-los melhor em vez de cair no primeiro discurso que me agrade? Afinal, já diz o ditado, “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. O povo precisa desconfiar, pois “de boas intenções o inferno está lotado”.

O que precisa ser feito para que as expectativas no fim de 2020 sejam diferentes? O que o povo deve fazer, cobrar, para que esta situação não se repita por mais um ano? Unir-se é a solução? Talvez sim! Ter empatia, se colocar no lugar do outro talvez seja a saída? Sim, talvez! De um lado, grandes expectativas, de outro, grandes responsabilidades. Enquanto o pobre briga diariamente para sobreviver, para comer, para trazer o pão de cada dia, os políticos já articulam qual a melhor maneira de iludi-lo para garantir a permanência no poder. E talvez por não lhe sobrar tempo para estudar, para analisar com calma qual a melhor opção – pois o trabalhador está ali, correndo para se manter vivo nessa “selva de pedra” – a escolha não seja a das melhores. Mas, por mais difícil que seja, pois é preciso correr para se manter vivo, talvez tenha chegado o tempo de mudança, afinal as expectativas não são as melhores.

É preciso um pouco mais do que acreditar no primeiro discurso, pois por trás dele pode estar o seu Natal sem 13º, uma mesa farta enquanto a sua está vazia. O povo precisa melhorar suas expectativas a cada fim de ano e seus representantes também! O tempo de refletir já chegou! Cabe a cada um pensar nos seus problemas, desejos e anseios. Neste caso, é “cada um por si e Deus por todos”.

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