Execução de jovem pode ter relação com tráfico, diz delegado

Rafael Camargos 

Resultado da guerra do tráfico de drogas, em que os criminosos buscam espaço por pontos de venda de entorpecentes e acerto de contas, Divinópolis amanheceu ontem, 25, com mais um assassinato na conta, o 51º deste ano. A vítima, um jovem de 21 anos.

Hélio Bruce Santos Alcântara foi surpreendido pelo suspeito, na rua Professor Ronan de Oliveira, no bairro Niterói, que o abordou, sacou a arma e atirou friamente por cinco vezes. Quatro dos disparos acertaram o rapaz que não resistiu aos ferimentos, em várias partes do corpo.

As características do suspeito já estão com as polícias Militar e Civil, que agora estão atrás do criminoso. Ele teria o tom da pele morena, baixo e um pouco acima do peso. Hélio Bruce teria  antecedentes criminais. A polícia confirmou a informação e contou que ele havia sido preso por receptação e tráfico de drogas na cidade. Depois de realizar os trabalhos e isolar o local, a perícia técnica da Polícia Civil liberou o corpo, recolhido pelo Serviço Municipal do Luto.

 Investigações 

De acordo com o titular da Delegacia de Homicídios, Vivalde Levilesse, as investigações já começaram, no entanto não há suspeitos concretos do crime. Ele explica que uma testemunha, informou que o autor do homicídio aparentava ser menor de idade.

— Estamos realizando algumas diligências para encontrar os autores. A vítima já é conhecida no meio do crime, com envolvimento no tráfico de drogas, receptação, roubo, então acreditamos que o homicídio esteja relacionado com algum destes fatos — finalizou.

 Maior incidência 

Os homicídios coincidem com as áreas onde ocorre intenso tráfico de drogas, até mesmo porque a motivação principal é a disputa pelo tráfico, conforme o delegado. Os dados foram apresentados pela Polícia Militar, mostram que a disputa é mais ferrenha nos bairros Porto Velho, Niterói e Planalto. Segundo o comandante do 23º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Marcelo Augusto dos Santos, a PM já vem realizando ações intensas nos três pontos com maior prática destes crimes.

 Combate

O comandante explica que a reativação de programas como o “Patrulha de Homicídios” e as frequentes operações realizadas pelos militares, como a “Pacto pela Vida” contribuem para a redução no número de mortes.

— A principal estratégia é a Patrulha de Homicídios e a atuação da operação Pacto pela Vida, que reduziu o número de homicídios e consequentemente aumentou a apreensão de armas de fogo. Com estas ações estamos conseguindo mapear alguns indivíduos e produzir informações para localizá-los, mas alguns crimes fogem ao alcance da PM e, no caso dos homicídios, a grande maioria é acerto de contas — finalizou.

 

 

 

 

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