Estudantes divinopolitanos vencem olimpíada internacional

Gisele Souto

Três escolas públicas e uma particular de Divinópolis faturaram medalhas de ouro na Olimpíada Internacional de Matemática Sem Fronteiras, a maior de interclasses do mundo, criada na França. Os alunos contemplados estudam no Colégio Tiradentes, da Polícia Militar, única Básico Ouro e outra Única Júnior/Sênior Ouro; Escola Estadual Antônio Belarmino, Júnior/Sênior Ouro; Escola Crescer Podium, Júnior/Sênior Ouro; e Escola Estadual Ilídio da Costa Pereira, Júnior/Sênior Ouro.

No Colégio Tiradentes, foram as turmas do 6º e 7º anos do ensino fundamental, ambas foram premiadas em nível estadual com medalha de ouro, além de medalha de prata a nível federal.

Segundo a diretoria do colégio, as medalhas devem chegar em agosto e haverá solenidade para entrega.

— Estamos orgulhosos do excelente desempenho dos nossos alunos e os fatores que contribuíram para as conquistas foram a dedicação e a competência da equipe pedagógica, o esforço dos alunos, aliados ao apoio especial do comando da 7ª Região da Polícia Militar e das famílias dos alunos que determinaram o sucesso nesta olimpíada — disse o diretor do colégio, major Raimundo Ferreira Lopes.

Outras escolas

Outra escola pública premiada é a Ilídio da Costa Pereira, e não é a primeira vez em que a unidade de ensino é destaque. Ganhar uma medalha de ouro da Olimpíada Internacional de Matemática é motivo de comemoração, segundo a diretora, Aélida de Lourdes Delfino Chagas.

De acordo com ela, é uma felicidade muito grande para a direção, os professores e os funcionários da escola. Ela revela que foi a primeira vez que a instituição participou desta competição. Foram indicados alunos que formaram grupos de estudos para a avaliação.

— Para nós, foi uma surpresa ter um grupo com premiações de bronze, prata e ouro, esta última para o grupo para a turma do 1º ano.  E o melhor, premiação em nível de estado e Brasil. Estamos ainda anestesiados, é um orgulho muito grande para todos nós da escola — resume a diretora.

A Antônio Belarmino, em Ermida, foi outra contemplada. No ano passado, foram duas medalhas e, neste, houve mais uma. Para o diretor na unidade de ensino, George José Porto, é muito importante esta olimpíada, já que se tem concorrentes do mundo todo. Ele revela que os desafios de matemática são fantásticos e todo o conteúdo possibilita ao aluno trabalhar mais o cérebro pelo grau de dificuldade, trazendo, consequentemente, mais conhecimento.

— Mais uma vez, nossos alunos mostraram que são capacitados e preparados para novos desafios — resume.

Além das medalhas de ouro, alunos destas escolas ganharam também bronze e prata, mas suas direções informaram ainda não ter os detalhes da conquista, apenas foram notificados. 

A olimpíada

Criada em 1989 pelo Ministério da Educação da França, a competição envolve milhares de alunos de 35 países, sendo muitos brasileiros. A prova é aplicada em 11 diferentes idiomas.

No Brasil, a Olimpíada Internacional Matemática Sem Fronteiras é organizada pela Rede POC — Rede do Programa de Olimpíadas do Conhecimento —, programa de intercâmbio científico que tem como objetivo estimular o interesse entre os estudantes pela Ciência, Tecnologia e Inovação.

A MSF é diferente das outras competições do gênero, como a Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) e a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A Matemática Sem Fronteiras é a única realizada por equipes, formadas nas próprias classes, não é individual como as outras.

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