Está muito claro

Enquanto o mundo gira, os políticos continuam pensando no atalho mais tranquilo, aquele que os levará ao limbo político que é a presidência da República. Atualmente, os que não são conhecidos, como Boulos, ou mesmo alguns que já têm um nome consolidado na política, como Marina Silva, Ciro Gomes, Álvaro Dias e Fernando Haddad, lutam por um lugar ao sol sem se ofenderem, já que nenhum deles aparece politicamente falando do mais fraco.

Sobraram nesta lista o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin e o atual preferido em todas as pesquisas de opinião: Jair Bolsonaro. No primeiro turno, todas as atenções recairão sobre os possíveis mais fortes candidatos até o momento: Alckmin e Bolsonaro. Os que têm poucos votos e algum tempo de rádio e TV mirarão suas flechas nos dois, tentando abrir brechas e pontuação. Alckmin terá o maior tempo para a sua propaganda e, por esta mesma razão, sobrarão razões para seus adversários contra-atacarem.

É um bom candidato e já provou isto, pois ganhou as eleições duas vezes para o governo de São Paulo, onde tem o apelido de picolé de chuchu, meio sem gosto, mesmo temperado. Colocará tudo o que pode para chegar a um provável segundo turno e não terá tempo nem de “bater” em Bolsonaro, pois este terá menos tempo de TV que o lendário “meu nome é Eneeeeeas!!!!”. Sem tempo eleitoral disponível, Bolsonaro com certeza usará as redes sociais para um contra-ataque ou para mostrar com mais realismo as suas posições.

Mantendo o mesmo discurso, que está sendo assimilado pelo eleitorado ligado em mídias sociais, quando for atacado sem segurança, terá sempre o discurso de que “podem me chamar do que quiserem, menos de corrupto”. Este discurso está sendo mantido há três anos e não foi contestado por ninguém, embora tenham acontecido algumas tentativas abortadas até por falta de lógica.

É de se duvidar que Marina, Ciro, Álvaro ou Haddad consigam com os seus programas eleitorais de rádio e TV alcançarem o já calejado Geraldo Alckmin, que conhece todos os atalhos. Pelo cenário atual, é de se pensar que ficarão para o embate final apenas dois candidatos: Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro, este, porque tem o seu caminho já permeado e consolidado, reconhecido em todo o país.

A partir do segundo turno, com o mesmo tempo de TV e os debates cara a cara, ganhará o mais competente ou o que falar melhor a língua que o eleitor quer ouvir. Bolsonaro provavelmente não terá apoio de qualquer outro partido e Alckmin, que é do PSDB, provavelmente ganhe até o apoio do PT, ou a liberação do partido para que votem em quem quiser, desde que não seja em Bolsonaro, claro. Como se vê, depois de colocadas as cartas, parece tudo muito claro. Será uma luta de um Golias, apoiado por uma legião fiel, contra um gigante apoiado pela estrutura partidária tradicional. Que vença quem estiver apoiado por Deus.

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