Esplendor & cultura

Wagner Penna

A moda trilha caminhos estranhos nos últimos tempos – com mudanças que modificam até o mesmo o conceito fashion. Na semana passada, falamos aqui sobre como isso afetou o topo da pirâmide do setor, que é a alta-costura.

Enquanto isso, as demais semanas de moda ganham espaços cada vez maiores nas redes sociais – quase sempre com atitudes extrapassarela. Isso significa que a chamada moda commodity (aquela que é igual em todo lugar) está dominando o mercado, enquanto a criação fica em segundo plano.

Neste aspecto, também a “haute couture” parisiense se adapta aos novos tempos. O balanço dos últimos desfiles do segmento mostram que os tempos de esplendor protagonizado por nomes como John Galliano (para a Maison Dior) ficaram no passado. Curiosamente, alguns novos nomes (quase todos não franceses) estão “salvando a pátria” com propostas mais interessantes.

Traduzindo: as trocas culturais, como sempre, enriquecem tudo, inclusive a moda.

Vaivém

  • Uma pesquisa realizada agora mostra certo descompasso entre o varejo fashion e sua clientela. Os números dizem que 93% das clientes gostariam de uma relação mais intensa com as lojas, enquanto apenas 23% dos lojistas informaram atender essa demanda. Foram entrevistadas quase 3 mil pessoas.

 

  • A Semana de Moda de Madri causou surpresa, na edição encerrada na semana passada, com o formato dos desfiles. As sugestões mais interessantes: um estilista transformou a passarela em studio de pintura (com estudantes de arte desenhando as modelos e suas roupas), outro fez um desfile mudo, jogando a trilha sonora apenas para os headphones distribuídos na plateia. Bacana, não?

Ponto final

O clima pré-carnavalesco começa a esquentar na moda. As já habituais brigas de rainhas de baterias das escolas de samba do Rio e São Paulo chegaram a Minas. É que a rainha da carioca União da Ilha, Gracyane Barbosa, acusou uma estilista mineira de enviar a roupa com medidas erradas. O “disse me disse” foi intenso.

 

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