Especialista de Divinópolis dá dicas para não começar o ano no vermelho

 

 Jorge Guimarães

As festas de fim de ano sempre foram uma armadilha para aqueles consumidores mais desavisados e que  costumam gastar mais do que o programado. Na maioria das vezes, a compulsão nas compras de Natal e Ano Novo, é a principal responsável pelo gasto além do que cabe no bolso. Assim, quando chega janeiro, fevereiro e até mesmo março, as faturas do cartão vem com valores exorbitantes, quando e pode começar o descontrole das finanças. Além das despesas acumuladas, surgem gastos extras como o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores.  (IPVA), Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), matrículas, seguros, material escolar dos filhos e tem aqueles que não deixam de fazer a tradicional viagem de férias. Para tanto, um bom planejamento financeiro, segundo especialistas, tem que ser feito, bem antes, para se evitar dor de cabeça

Controle

Além de evitar as compras por impulso, o consumidor tem que ser cauteloso com as várias maneiras de se conseguir o chamado “crédito fácil”, como o dinheiro de plástico e o cheque especial.

Para o especialista em Finanças, Célio Tavares, muitas pessoas querem manter um padrão de vida acima de sua realidade econômica.

—Utilize apenas para facilitar sua vida, como meio de pagamento. Eles nunca serão um aumento no seu salário e seus juros são os maiores do mercado. O planejamento é primordial para uma mudança de comportamento e um total controle sobre impulsos consumistas— avalia Célio Tavares.

Valorizar

O consumidor que aprender a administrar o orçamento familiar e a valorizar seus ganhos, certamente estará dando um passo certo ao equilíbrio das contas, fala o especialista. A importância da organização das finanças pessoais é o ponto de equilíbrio para que tudo transcorra bem durante o resto do ano, segue orientando.

— Já passei por imensas dificuldades por não saber me controlar financeiramente. Não podia ter dinheiro, ou mesmo cartão de crédito, cheguei a ter três, que saia comprando tudo. Ai depois vinha às contas e era aquele sufoco, até dinheiro emprestado peguei no que se transformou numa ciranda financeira na qual eu estava sempre devendo mais e mais. Aprendi a me cuidar pelo lado mais sofrível, mas hoje estou em dia com minhas contas, paguei a todos que devia e nunca mais caio nessa — contou a aposentada Aparecida Miranda.

 

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