Escritora Bárbara Dias não morreu de dengue, diz Saúde

Resultado ainda não saiu, mas laboratório antecipou, diz governo; adolescente morreu dia 27

Ricardo Welbert

A Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, descartou a hipótese de dengue hemorrágica como causa da morte da escritora divinopolitana Bárbara Dias, de 17 anos. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 9, pela Secretaria de Saúde.

De acordo com a diretora de Vigilância, Janice de Oliveira Soares, o resultado da causa da morte ainda não chegou, mas os técnicos da Funed teriam dito ao órgão que a possibilidade de dengue foi descartada.

— O motivo para descartar essa possibilidade é que o óbito aconteceu muito rápido. As vítimas fatais de dengue não costumam falecer de forma tão rápida. Quando ela foi para o hospital, já havia sido realizado um exame que descartou que a causa fosse dengue. Porém, como existe o período da janela imunológica, não podíamos descartar a doença. Mas a equipe da Funed nos informou que não foi dengue — afirmou a diretora.

Bárbara foi internada no Hospital Santa Lúcia com suspeita de febre hemorrágica e morreu poucas horas depois. Em consequência, a Prefeitura determinou medidas preventivas de limpeza na região onde ela morava, no bairro Sion.

Sonhos interrompidos

Há quatro meses Bárbara lançou seu primeiro livro: "Nevasca", pela editora Gulliver. Em entrevista ao Agora ela falou sobre a história que conta em sua primeira obra e explicou sobre as pesquisas que fez e referências que buscou durante a escrita. Também detalhou alguns sonhos que tinha para a carreira de escritora.

 

 

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