Erros que levaram à derrota

Batendo Bola

José Carlos de Oliveira

jcqueroviver@hotmail.com.br

 

O Cruzeiro começou a disputa de sua 16ª Libertadores do modo que o seu torcedor não queria, nem sequer imaginava, com derrota de 4 a 2 para o Racing na noite de terça-feira, no estádio El Cilindro, em Avellaneda, perto de Buenos Aires.

Nada que possa levar pânico ao torcedor e muito menos a jogadores, comissão técnica e dirigentes estrelados, mas que serve sim como alerta para os desafios futuros. Levar quatro gols em jogos de Libertadores é um risco que o time não pode correr daqui para frente.

 Ausências sentidas 

Não adianta ninguém dizer o contrário. A verdade é que o Cruzeiro começou a perder o jogo para o Racing antes de a bola rolar. Em primeiro lugar, ainda na noite de segunda-feira, o elenco foi informado que o pai do goleiro Fábio – um dos líderes deste grupo – havia morrido, com o atleta optando por retornar ao Brasil. Em segundo, vem o cochilo da diretoria, que só foi confirmar (via Conmebol) que o lateral direito Edilson e o zagueiro Leo estavam suspensos no dia do jogo, a poucas horas de começar a partida.

E em terceiro lugar – e não menos importante fato negativo –, veio a contusão de Fred com cinco minutos de jogo. E pior ainda, quando Mano Menezes tinha optado por cortar o garoto Raniel (que poderia ocupar o lugar do artilheiro) da relação.

Somados todos os fatores, a conclusão mais óbvia que se chega é a de que o time sentiu sim a ausência dos titulares. E a própria história da Raposa neste ano ratifica esta verdade. Para uma defesa que havia tomado apenas um gol em oito partidas, a perda de três titulares do setor não serve como desculpa, mas explica sim, em parte, os quatro gols sofridos num único jogo.

 Foi um jogão 

Derrota à parte, o duelo entre Racing e Cruzeiro no El Cilindro foi um jogão de futebol, digno de uma estreia de Copa Libertadores. Mesmo derrotado e tendo falhas em sua defensiva, o Cruzeiro fez uma bela duma exibição e não seria nenhum exagero afirmar que poderia ter até vencido o jogo não fossem os cochilos de sua retaguarda e um jogador em especial, o camisa 10 do Racing.

O maior problema da Raposa era que do outro lado estava um inspirado Lautaro Martinez, um garoto de apenas 20 anos de idade, que destruiu todos os esquemas dos mineiros com seus três gols. Um atacante como poucos, que ainda vai dar o que falar no futebol sul-americano e mundial. Podem anotar isto aí.

 MANGUEIRAS BRASIL 

Sábado é dia de Guarani no Farião 

A torcida de Divinópolis não pode se esquecer que mais uma vez terá encontro marcado para o sábado, às 16h, no estádio Waldemar Teixeira de Faria, no bairro Porto Velho, quando o Guarani fará sua quarta apresentação no Campeonato Mineiro 2018, em seu Módulo II. Vai enfrentar o Democrata de Sete Lagoas.

Apoio 

No atual momento do clube de Porto Velho, que luta para retornar à elite do futebol mineiro, o amor e o incentivo de sua torcida são essenciais. Os poucos mais de dois mil torcedores que foram ao campo no último sábado, na vitória de 1 a 0 sobre o Social, já ficaram de bom tamanho, mas nada que não se possa melhorar neste fim de semana. A hora é de a torcida lotar o Farião e ser aquele 12º jogador que todo time tanto precisa.

Clássico na matinê de domingo 

Atlético e Cruzeiro se enfrentam no domingo, às 11h, na Arena Independência, em Belo Horizonte, na matinê do futebol mineiro neste fim de semana. Em importância, será um duelo que pouco ou nada serve para os azuis (a não ser a rivalidade dos clássicos), que já têm praticamente assegurada a primeira colocação na fase de classificação.

Já para o time alvinegro, o buraco é mais embaixo. Com o péssimo início de estadual, o Galo se vê agora obrigado a pontuar, sempre, nas três rodadas finais, para se garantir entre os primeiros colocados, com vantagem nos mata-matas decisivos.

A temperatura do clássico não estará nas alturas, mas servirá sim para testar os dois times. Perdendo ou ganhando – para qualquer dos lados –, o resultado terá influência decisiva no futuro dos times.

No futebol, para ir do céu ao inferno – e vice-versa –, bastam apenas alguns minutos. E este é um risco que nenhum dos lados quer correr.

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