Errar‌ ‌é‌ ‌normal,‌ ‌ admitir‌ ‌também‌

Editorial 

Por favor, com licença e muito obrigado. Essas palavras são ensinadas a qualquer ser humano desde os primeiros anos de sua vida. Os pais estão mais do que certos em ensinar, pois estes termos mostram mais do que a educação, mostram o caráter da pessoa, porque todos sabem a diferença e a força que essas palavras têm. Mas, além disso, existem outras expressões que fazem diferença para a humanidade, e elas são: eu errei e me desculpe. Sim! Esses termos fazem grande diferença na atualidade, pois o que menos se vê por aí são pessoas assumindo seus erros, se desculpando e revendo suas posturas. 

Nessas situações, conforme especialistas, a pessoa nem percebe que está alimentando um comportamento rígido e pouco equilibrado, nem mesmo com os repetidos erros em todos os setores da sua vida. Não pode se negar também que um perfil propício das pessoas que nunca admitem seus tropeços é ter uma personalidade narcisista.

E, quando se trata de ano eleitoral, em candidatos e até em quem ocupa um cargo público ou qualquer outro de destaque, este comportamento exala corpo afora. Isso é perceptível entre os postulantes a cargos em processos eleitorais quando citam algo que eles deixaram de fazer, mesmo que preguem outra completamente diferente em suas campanhas.

Diante desse caso, não se trata de tentar justificar o erro, principalmente com argumentos frágeis, e sim admiti-lo diante do eleitor explicando o porquê da falha. Mesmo porque todo ser humano é suscetível a erros e consertá-los é obrigação. Além disso, o mínimo que um candidato deve fazer é mostrar transparência na sua vida, até porque, nestes tempos de tecnologia “voando”, nada fica escondido.

Fazendo isso, ele mostra sua preparação não somente para gerir um município, por exemplo, mas também permite que o eleitor o conheça e confie nos seus propósitos.  Aliado a tudo isso, o mínimo que o eleitor precisa fazer também é usar a racionalidade em situações como estas e saber diferenciar o certo do errado, sem a necessidade de atacar um e “passar pano” para outro.

É aquilo que vira e mexe é dito: enquanto os brasileiros buscarem heróis na política, eles continuarão a se frustrar. Heróis não existem. O que existem são bons gestores e bons profissionais. São gestores capazes de administrar uma cidade que entendem de gestão pública. O que existem são pessoas dispostas a trabalhar. É simples! Mas alguns eleitores insistem nesta busca que não leva a nada. 

Assumir um erro e pedir desculpas não é sinônimo de fraqueza, pelo contrário. Poucas são as pessoas que o fazem e, justamente por isso, elas são tão especiais. Afinal, somos seres carnais, e não é a política que vai transformar um homem comum em um ser perfeito. De nada adianta pregar a humildade se o candidato não consegue se desculpar e joga a responsabilidade de um possível erro em terceiros. A incoerência já começa por aí: pregar algo que não se faz.

Divinópolis precisa de ação, e não de falatório. Basta lembrar os bons exemplos de Antônio Martins, Sebastião Guimarães, Aristides Salgado... Entendedores como poucos do que um prefeito precisa fazer em uma cidade. Por isso, nobres candidatos, conhecimento das necessidades da população e ações tiram uma cidade do buraco. Posts com textos bonitos em redes sociais e popularidade, não. O ideal então é que não somente os eleitores tivessem ciência disso, mas os próprios candidatos.

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