Entidades e políticos defendem parceria em prol da vida

Todos concordam que a economia é fundamental, mas, neste momento, diminuir os números da covid sobressai

Da Redação 

De sábado para cá, quando os números da covid pioraram em Divinópolis ‒ chegando inclusive ao esgotamento de leitos ‒, políticos e representantes de entidades que representam o comércio são unânimes: em primeiro lugar está a vida. O prefeito Gleidson Azevedo (PSC) esteve no Hospital Regional, mostrou a estrutura e gravou um vídeo falando exatamente isso. Logo depois, vereadores foram ao local e fizeram o mesmo. Pelas redes sociais, outros se pronunciaram, como o presidente da Câmara, Eduardo Print Jr. (PSDB). 

Com as entidades, não foi diferente. A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), por exemplo, entende que o momento é de união para preservar a saúde de todos e, consequentemente, a economia local. Mas defende que que ações emergenciais precisam ser feitas para evitar o encerramento de empresas. 

Segundo a entidade, são necessárias ações que possam garantir a manutenção dos empregos, como medidas de flexibilização das obrigações trabalhistas e apoio financeiro dos governos, que devem ser defendidas pelos trabalhadores, empresas, entidades e sindicatos.

CDL

O comércio fechou em 2020 totalmente e parcialmente, como em 2021. Neste sentido, a CDL diz que a reabertura das atividades pelo período que se estendeu do fim do ano passado ao início deste ano não foi suficiente para repor as perdas.

— Agora, mais uma vez, o comércio é penalizado com o fechamento, dificultando ainda mais a manutenção das empresas e dos empregos na cidade — resume a entidade. 

Delivery

Uma das soluções para o comércio de rua considerado não essencial sobreviver a mais esta etapa é funcionar  em sistema de venda on-line ou delivery.

— Nós tivemos que nos adequar à nova realidade pela qual estamos passando e nos reinventar no atendimento aos nossos clientes e público em geral. Hoje, nossas vendas pelo sistema on-line estão bem evoluídas e, a partir desta semana, vem com uma novidade: a tele-entrega. E assim vamos passando por esta pandemia, onde estamos aprendendo muito no que se diz atendimento ao cliente — disse o vendedor de uma loja de material esportivo, Fabrício Alves.

Outro setor que também teve que se adequar às vendas de delivery foi o de alimentação pronta. 

— Apesar do sufoco que estamos passando, o delivery está nos surpreendendo. Mas nada como poder receber nossos clientes com toda a simpatia. Mas todo lado negativo nos traz algo positivo e o que tiramos dessa pandemia é que sempre podemos nos superar e que temos que nos reciclar sempre — definiu o empresário do ramo, Rolando Meneses.

Comércio fechado

Devido às novas normas previstas em decreto, o comércio de rua, bem como os shoppings, ficarão fechados por um período de 14 dias ‒ tempo este que pode ser crucial para algumas empresas se manterem no mercado. 

— Eu lamento pelas questões sanitárias em relação à pandemia, mas é preciso também ter zelo para com quem precisar trabalhar. E, com mais este fechamento, temo que muitos empresários não consigam dar sequências a seus negócios. Diante do atual cenário, o poder público tem mais é que vacinar, o mais breve possível, e não penalizar quem quer trabalhar para colocar comida dentro de casa — avaliou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Divinópolis (Sincomércio), Gilson Teodoro Amaral.

 

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