Entenda o que é interação medicamentosa e se proteja

Da Redação 

A interação medicamentosa acontece quando os efeitos de um remédio são alterados pela presença de outro, bem como pela mistura com fitoterápicos (os chamados remédios naturais), alimentos, bebidas ou algum agente químico ambiental. Acredite: isso inclui até o calor emanado pelo chuveiro de casa. As informações são do Blog da Saúde, mantido pela Secretaria de Estado de Saúde.

Embora nem toda interação medicamentosa seja ruim, é preciso estar atento aos riscos de reunir, sem intenção prévia, dois ou mais efeitos terapêuticos. As consequências variam de dores pelo corpo, sangramentos e até problemas cardíacos, podendo, no extremo, ser fatal, conforme alerta a secretaria.

No artigo “Interações medicamentosas: uma contribuição para o uso racional de imunossupressores sintéticos e biológicos”, disponível na base Scielo, os autores apontam duas questões que reforçam a necessidade de atenção ao assunto.

– A primeira delas é que a incidência de reações adversas causadas por interações medicamentosas não é totalmente conhecida, especialmente devido à dificuldade de sistematizar, num amplo banco de dados, os números e os tipos de pacientes aos quais foram e são prescritas as combinações com potencial para problemas. E a segunda é que “não é possível distinguir claramente quem irá ou não experimentar uma interação medicamentosa adversa” – destaca o Blog da Saúde.

Confira alguns cuidados que reduzem a chance de surpresas indesejáveis

Durante a consulta médica

Detalhe o máximo que puder para o profissional de saúde os medicamentos que você usa, inclusive chás, pomadas ou até mesmo aquele comprimido habitual para dor de cabeça.

Ler a bula 

A bula contém todas as informações úteis a respeito do medicamento a ser administrado, inclusive se ele pode, ou não, ser consumido junto a outros remédios, com água ou outros líquidos, em jejum ou alimentado etc.

No site da Anvisa (anvisa.gov.br), existe o Bulário Eletrônico, por meio do qual uma busca simples — até pelo nome comercial do medicamento — já aponta as bulas disponíveis.

Não se automedique

Um dos maiores geradores de interação medicamentosa é a prática da automedicação. O Instituto de Pesquisa e Pós-Graduação para Farmacêuticos (ICTQ) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realizou uma pesquisa que revela que 76,4% da população brasileira faz uso de medicamentos a partir da indicação de familiares, amigos, colegas e vizinhos.

São pessoas que consomem qualquer tipo de remédio quando necessitam e dispõem, inclusive aumentando suas dosagens a fim de obter um efeito mais acelerado.

 Fonte: Blog da Saúde.

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